Grande Entrevista

ANIPLA – António Lopes Dias

“Não considero que as empresas (de fitofármacos)   sejam “mal vistas”, mas antes mal compreendidas”

António Lopes Dias é Diretor Executivo da Anipla desde 2014, função que desempenha em simultâneo com a de Director Geral do Valorfito. António é mestre em Agronomia, pelo Instituto Superior de Agronomia, e concluiu curso em Marketing & Sales Excellence pelo reputado instituto de gestão de negócios, Insead. Antes de integrar a associação, desempenhou diversas funções na direção de marketing para a Syngenta, empresa mundial focada no negócio agrícola.
Numa altura em que a Associação Nacional para a Protecção das Plantas acaba de lançar uma campanha nacional para a promoção do conhecimento da população portuguesa em torno da realidade agrícola, dos seus desafios atuais e futuros, e do fulcral papel da ciência e da tecnologia ao serviço da proteção dos recursos naturais fomos aprofundar algumas destas questões.
  • Comecemos pela recente notícia de que a Agência Europeia dos Produtos Químicos considerou o glifosato como não cancerígeno. O que é que vem trazer de novo ao “debate” sobre o tema?

A comunicação destes resultados marca um importante momento na atualidade da atividade agrónoma, pela oportunidade de se repor a verdade com base na ciência, tal como a Anipla tem vindo a apelar, e não no alarmismo e no medo com base em mitos e desinformação. Esta classificação pela ECHA é consistente com as 90 mil páginas de provas existentes, 3.300 estudos, e as opiniões da EFSA e da OMS. O parecer é bastante claro ao classificar o glifosato como não cancerígeno.

  • Que garantias podem ser dadas aos consumidores / à população, de que a utilização do glifosato não é perigosa?

O glifosato é uma das substâncias mais estudadas e o esmagador conjunto de evidências científicas demonstra que a sua correta utilização não representa perigo nem para o aplicador nem para a população nem para o ambiente.

Para ler na íntegra na edição de maio 2017