Agroalimentar

É preciso ensinar o consumidor a diferenciar e valorizar

As I Jornadas da Batata-doce de Aljezur juntaram na mesma sala várias entidades que têm trabalhado em prol do sucesso deste produto, com destaque para a variedade “Lira”, que ali ganhou características próprias, reconhecidas na IGP Batata-doce de Aljezur.

Consta que terá sido um soldado oriundo da região de Aljezur, de alcunha “O Lira” que ao fazer tropa nos Açores de lá trouxe uma variedade de batata-doce, antes vinda da Califórnia na altura da II Segunda Guerra Mundial. A variedade foi associada ao nome e ainda hoje se chama “Lira” e é ela que tem sido alvo de muito trabalho por parte de entidades como a Associação de Produtores de Batata-Doce de Aljezur, o Município de Aljezur, o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, através das direções Regionais de Agricultura e Pescas do Alentejo e do Algarve, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, o Instituto Superior de Agronomia, a Direção Geral de Alimentação e Veterinária e a Universidade do Algarve. Trabalho de muitos anos apresentado durante as primeiras Jornadas Técnicas Batata-doce de Aljezur no final do mês de março.

Trata-se de uma variedade altamente valorizada pelo mercado, de acordo com as palavras do Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, Fernando Severino. “É preciso aumentar a produção, aumentar áreas, mas com consciência das obrigações do que é uma IGP”.

Recuando um pouco no tempo, data de 2009 a criação da Indicação Geográfica Protegida “Batata- doce de Aljezur”, referente a uma área geográfica restrita relativa ao concelho de Aljezur e algumas freguesias do concelho de Odemira, à variedade “Lira” e ao saber fazer dos agricultores apoiados por um vasto conjunto de entidades científicas que permitem produzir um produto de excelência.

Para ler na íntegra na edição de maio 2017.