Opinião

António Lopes, AGROBIO

(Colóquio “InovCereais”- junho2017)

Para a Associação Portuguesa de Agricultura Biológica a perceção é de que não devem ser estragados os perfis (de solo) que a natureza criou porque esta é uma grande fonte de fertilidade.

Distanciando-se da agricultura dita convencional, defende a adubação verde para os cereais, que mais não é do que fazer uma sementeira para que os decompositores (que transformam matéria morta em matéria orgânica) possam alimentar-se. Perceção idêntica para as ervas (chamadas infestantes) porque serem de alimento a esses mesmos decompositores.

De acordo com António Lopes, no modo de produção biológico das plantas são mais resistentes e devem procurar-se as culturas e cultivares mais resistentes, muito provavelmente pela recuperação de algumas entretanto abandonadas, promovendo ainda a fertilidade dos cereais através da rotação com uma leguminosa. Em termos de números, sem muito rigor científico, normalmente é aceite que a produção em modo biológico seja 20% inferior ao convencional.

António Lopes, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica