Apicultura

Forum Nacional de Apicultura em Vila Pouca de Aguiar

Este ano a Aguiarfloresta é a anfitriã do XVIII Forum Nacional de Apicultura, XVI Feira Nacional do Mel e da I Feira de Inovação na Apicultura, evento anual levado a cabo pela Federação Nacional dos Apicultores de Portugal, que este ano se estende pelo território do Alto Tâmega. A edição de 2017 do Forum Nacional de Apicultura contará ainda com a coorganização da CAPOLIB – Cooperativa Agrícola de Boticas, CRL e da MONTIMEL – Cooperativa dos Apicultores do Alto Tâmega, CRL e acontece nos dias 7, 8, 9 e 10 de setembro, em Vila Pouca de Aguiar. Para nos falar sobre o Forum, a apicultura e a região estivemos à conversa com o presidente da Aguiarfloresta, Duarte Marques.

A Aguiarfloresta (Associação Florestal de Vila Pouca de Aguiar,) conta com 143 associados e 10427 colmeias, sendo a maioria apenas produtores de mel, apesar de já existirem apicultores dedicados à produção de pólen e própolis bem como a transformar o mel em produtos de cosmética e farmacêutica. Todos os anos é organizada a Feira do Mel e Artesanato, nas Pedras Salgadas (12 a 15 de agosto), onde os associados divulgam o mel e outros produtos da colmeia. Inseridos neste evento realizam-se concursos de mel, concurso de rótulos de mel e doçaria confecionada com mel, promovendo a divulgação e procura do consumidor.
A área de influência da Aguiarfloresta centra-se essencialmente nos concelhos de Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena, sendo o mel desta região predominantemente à base de néctares de urze e castanheiro sendo por isso essencialmente um mel Multifloral ou Monofloral de Urze.

O principal desafio que se coloca é a melhoria da produtividade das colónias,
o que exige um investimento na formação dos apicultores

De acordo com Duarte Marques, presidente da Aguiarfloresta, o principal desafio que se coloca é a melhoria da produtividade das colónias, o que exige um investimento na formação dos apicultores, que permitirá maior incorporação de tecnologia e fatores de produção nas explorações, nomeadamente com vista à melhoria da sanidade das colmeias.
A transferência de conhecimento técnico para os apicultores é essencial, tal como é também importante um investimento na seleção genética das abelhas. O outro grande desafio consiste na organização da produção, através da constituição de Organizações de Produtores. O aumento do poder negocial dos apicultores, a partilha de conhecimento e dos custos de produção/comercialização conduzirá à maior competitividade das explorações.

Para ler na íntegra na edição 207 (agosto 2017)