Desenvolvimento Local

Jornadas para o Desenvolvimento Rural do Norte Alentejano

Apoio à promoção de uma agricultura sustentável na região, divulgação de novas técnicas produtivas, obtenção de respostas às problemáticas da região e subsequente encaminhamento das conclusões para instâncias superiores são os resultados esperados das Jornadas que acontecem dias 15 e 16 de setembro, em Portalegre.

Fazendo parte do Alentejo, a NUT III – Alto Alentejo – com uma área de 6 065 Km2 e uma densidade populacional de 18,4 Hab./Km2, possui uma população de 118.448 habitantes (censos de 2011). A demografia da região apresenta graves problemas de perda de efetivos, sendo uma das NUT III de fronteira que desde 1960 tem vindo a perder mais população.
A população ativa tem vindo a reduzir-se, sendo a taxa de empregabilidade de apenas 25,09%, correspondendo a 29.722 ativos empregados numa população residente de 118.448 indivíduos. “Este cenário evidencia uma pressão muito forte sobre o emprego no Alto Alentejo, só possível de contrariar com investimentos de valorização, modernização e dinamismo da produção tradicional, associada à inovação produtiva e tecnológica”.
A agricultura desempenha na região um forte promotor na economia, não só pelo desenvolvimento do setor per si, mas através de toda a atividade económica direta e indiretamente relacionada (empresas de distribuição de rações e outras matérias subsidiárias, oficinas de mecânica, serviços de assistência técnica, elaboração de projetos…).
É uma região com forte dinâmica do ponto de vista do setor, com quadros técnicos de elevada competência, com know how reconhecido internacionalmente e agricultores com cada vez maior capacidade de gestão e de absorção de novas tecnologias.
De referir ainda que existem dois tipos de agricultura na região:
– a que se pratica em sistemas de produção diretamente relacionados com o montado de azinho e também de sobro que permite a prática de uma agricultura extensiva privilegiando a produção de ovinos, caprinos, bovinos e suínos em modos de produção sustentáveis, com características inigualáveis tanto em termos de qualidade alimentar como em termos de preservação do ecossistema, assim como na luta contra agentes abióticos nocivos, tão problemáticos noutras regiões do país (fogos florestais);
– e, a que se pratica a sul da região que se distingue por ser um tipo de agricultura mais diretamente relacionada com o regadio, recorrendo ao perímetro de rega do Caia e ao Guadiana, assim como a regadios particulares. Aqui destacam-se as culturas arvenses recorrendo a agricultura de precisão e as técnicas de regadio com características que permitem a utilização eficiente da água (Elvas, Monforte, Campo Maior) assim como o olival e mais recentemente os frutos secos como a amêndoa. Estas produções serão abordadas com maior incidência nas próximas Jornadas, em 2018, que irão decorrer em Elvas.

Para ler na íntegra na edição 207 (agosto 2017)

 

1 Comentário