Agrociência

Mosca do mediterrâneo

A mosca do Mediterrâneo ataca os frutos de variadíssimas espécies fruteiras – pêssegos, damascos, nectarinas, maçãs, peras, laranjas, tangerinas, figos, diospiros, nêsperas, uvas e muitos outros – e pode causar a perda total da produção. O combate a uma praga deste tipo só tem sucesso se for organizado coletivamente pelos fruticultores, sobretudo através das suas associações sócio-profissionais e contando com o apoio técnico-científico dos serviços públicos. O controlo da mosca do Mediterrâneo torna-se muito difícil se apenas um ou outro produtor isolado fizer os tratamentos necessários, pois a mosca passa muito facilmente e com grande rapidez de uns pomares para os outros e mesmo de umas regiões para as outras. A fêmea da mosca do mediterrâneo põe os ovos, perfurando a cutícula dos frutos.


Os frutos atacados acabam por cair ao fim de alguns dias. A mosca, em anos cujas condições meteorológicas, de tempo quente e não muito seco, o permitam, pode causar enormes prejuízos. Completado o seu desenvolvimento, as larvas (A) abandonam o fruto, projetando-se para o solo, onde se enterram. Aí evoluem para pupas (B), de que nascerão novas moscas, iniciando-se outra geração. À aproximação do tempo frio, as pupas já não evoluem para a forma adulta e ficam enterradas até à primavera-verão seguinte, dando nessa altura origem a um novo ciclo da praga. Na Região de Entre Douro e Minho, a mosca do mediterrâneo mantém-se normalmente ativa entre meados de junho e meados de novembro, altura em que os últimos adultos são capturados nas armadilhas.

 

Textos de divulgação técnica da Estação de Avisos e Entre Douro e Minho nº 03_2017 (II Série) ( julho 2017 – reedição revista).

Fontes: Plagas Agricolas II, F. Garcia Mari e outros, Universidad Politecnica de Valencia, 1989; DGAV. Texto e fotos: C. Coutinho

Para ler na íntegra na edição 207 (agosto 2017)