Agrociência

Influência do peso do ovo no peso do pinto em raças autóctones

Inês Carolino*1, Joana Martins3, Susana Lopes2 e Nuno Carolino1 1Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária; 2AMIBA; 3Escola Superior Agrária de Santarém

Introdução
As galinhas de raças autóctones são geralmente associadas à agricultura familiar e a sistemas tradicionais de produção ao ar livre, caracterizados por uma atividade de fácil maneio, aproveitamento dos recursos disponíveis e de baixo investimento. O sistema minimiza os danos do meio ambiente, e tem a capacidade de integrar a criação de galinhas noutras atividades, que são desenvolvidas pelo agricultor. Assim, muitas vezes a criação de galinhas autóctones é uma atividade secundária e, por isso, precária em termos zootécnicos, com impacto na produtividade dos animais. No entanto, estes são extremamente rústicos, revelam uma boa adaptação ao meio ambiente, um grau apreciável de resistência a doenças, e boas qualidades maternas para a incubação natural. Em Portugal existem 4 raças autóctones de galinhas, Preta Lusitânica, Amarela, Pedrês Portuguesa e Branca, com diferenças morfológicas e produtivas entre elas.
O sistema reprodutivo das galinhas é heterossexual, quer isto dizer que, para termos um ovo fértil, é necessário o acasalamento de um macho com uma fêmea. A maturidade sexual das fêmeas é alcançada quando a galinha põe o primeiro ovo, e nos machos quando estes realizam a primeira galadela (copula). Geralmente, em ambos os sexos a maturidade sexual é atingida entre 20 a 24 meses, mas pode ser influenciada geneticamente e por fatores ligados ao maneio dos animais.

Para ler na íntegra na edição 207 (agosto 2017)