Política Agrícola Rega

Regantes promovem Sistema para Avaliar e Melhorar Eficiência da Água e Energia

A melhoria de eficiência através do uso eficiente da água e da energia constitui uma das principais preocupações das Entidades Gestoras – Associações de Regantes, e uma prioridade do PDR2020. O projeto ‘AGIR – Sistema de Avaliação da Eficiência do Uso da Água e Energia em Aproveitamentos Hidroagrícolas’, financiado pelo programa Grupos Operacionais – Operação – 1.0.1 – do PDR2020 e constituído por 12 parceiros, pretende precisamente responder a esta necessidade.

Em nota enviada às redações a FENAREG – Federação Nacional de Regantes de Portugal – explica que o objetivo geral do projeto AGIR é criar um sistema uniformizado, adaptado às redes hidráulicas dos aproveitamentos hidroagrícolas, para avaliação da eficiência do uso da água e da energia. O sistema é orientado por um conjunto de métricas específicas, que irá permitir melhorar a eficiência de uso da água e da energia, apoiar a tomada de decisão planeada e sustentada das Entidades Gestoras. O sistema de avaliação integra o perfil de consumo dos agricultores permitindo estimar o impacto que as alterações na eficiência dos sistemas primários e secundários podem ter em termos dos investimentos a realizar nas explorações agrícolas ao nível da rede terciária.

No passado dia 5 de julho teve lugar a primeira reunião do projeto AGIR, na sede da Associação de Beneficiários da Obra de Rega de Odivelas (ABORO), entidade gestora do aproveitamento Hidroagrícola de Odivelas. Esta primeira reunião de arranque teve como objetivo o planeamento da fase 1, que consiste na caracterização preliminar e estabelecimento da metodologia para a avaliação da eficiência do uso da água e da energia, com diagnóstico preliminar dos casos-piloto a estudar. Os parceiros visitaram a Obra de Rega de Odivelas, canal condutor geral, estação elevatória do Bloco 3 e rede de rega.

A fase 2 corresponde à implementação, validação e consolidação da metodologia desenvolvida na fase anterior e, a fase 3 contempla a produção de guias técnicos, ações de demonstração e a disseminação dos resultados. Cada fase é iniciada e terminada por uma reunião plenária com todos os parceiros para estabelecimento dos objetivos, programação dos trabalhos, esclarecimento de dúvidas, análise de resultados e calendarização de pormenor. No arranque das fases 2 e 3 ocorrerá um workshop de discussão de resultados da fase imediatamente anterior.

No decorrer dos trabalhos serão consultados Grupos Focais, constituídos por entidades relevantes do sector, nomeadamente outras Associações de Regantes e Agricultores, EDIA, DGADR, APA, ADENE, ENNAC, entre outras. Desta forma pretende-se envolver os principais interessados no trabalho que está a ser desenvolvido, participando através do seu contributo para melhorar o sistema AGIR. Será integrado também o Centro de Competências do Tomate de Indústria (CCTI), cuja agenda de investigação e inovação operacional engloba o tema técnico da salinização dos solos, diretamente relacionado com a gestão da rega.

No sentido de potenciar a concretização dos objetivos previstos no plano de ação do projeto AGIR, estão estabelecidas cooperações a nível internacional com o Centro de Investigaciones Cientificas y Tecnologicas de Extremadura (Cicytec), que agrega um conjunto de centros de investigação no âmbito da agricultura, nomeadamente no tema do regadio, e com a empresa Hispatec, líder no desenvolvimento de software e soluções tecnológicas para o setor agroalimentar, designadamente na rega. Estas cooperações permitirão a consulta e a troca de experiência e de conhecimento entre as equipas dos dois países.

No final do projeto está previsto um evento público com visibilidade nacional para apresentação dos resultados, que serão total e amplamente disseminados, designadamente através da plataforma da Rede Rural Nacional e de forma gratuita, também será disponibilizada nos websites dos parceiros.