Floresta

8º Congresso Florestal Nacional centra-se nas “raízes de futuro”

Ao longo de quatro dias o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) vai receber várias centenas de especialistas de todo o mundo para debater o futuro da floresta no 8º Congresso Florestal Nacional, que decorre entre os dias 11 e 14 de outubro. A iniciativa contará com a presença do Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui João de Freitas, que fará a abertura oficial do evento. O Congresso irá decorrer no auditório  Dr. Lima de Carvalho, situado no edifício da Presidência do IPVC.

O oitavo Congresso Florestal Nacional tem como tema central “Floresta em Português: Raízes de Futuro” e vai abordar o intercâmbio internacional entre entidades e especialistas do mundo lusófono, de modo a que estas possam partilhar experiências, resultados, técnicas e desenvolvimentos científicos na área florestal.

O Congresso Florestal Nacional propõe-se abordar um tema ainda não desenvolvido em anteriores Congressos, em linha com o objetivo estatutário de promover o intercâmbio internacional. Assim, para além das sempre importantes trocas técnicas e científicas a nível nacional, o evento tentará promover o intercâmbio entre entidades e especialidades do mundo lusófono, de modo a que estas possam partilhar experiências, resultados, técnicas e desenvolvimentos científicos na área florestal e que utilizem estas raízes comuns como base para os desenvolvimentos futuros.

Relativamente ao tema central, serão realizadas Conferências sobre diversos aspetos de interesse geral como Florestas e Conservação da Natureza, Madeiras na Lusofonia, Biodiversidade, Políticas e Mercados Internacionais, Estatísticas Florestais, Gestão Florestal Comunitária. Para além destas Conferências, serão realizadas Sessões Temáticas sobre outros aspetos técnico-científicos mais particulares.

A organização deste congresso está a cargo da Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, da Associação Florestal do Lima e da Associação de Produtores Florestais do Vale do Minho e, nesta oitava edição, participa também a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que marca presença no 8º Congresso Florestal Nacional através da participação do seu representante português, Francisco Sarmento, que estará presente na cerimónia de encerramento do 8º Congresso Florestal Nacional, no dia 13 de Outubro de 2017.

Programa

Lançamento do Livro: livro “Encontros Florestais. A criação da Sociedade Portuguesa das Ciências Florestais”

A Sociedade Portuguesa das Ciências Florestais (SPCF) lança, no dia 13 de outubro de 2017, às 15.00h, o livro «Encontros Florestais. A criação da Sociedade Portuguesa das Ciências Florestais», inserido nas atividades do VIII Congresso Florestal Nacional. Esta publicação resulta dum projeto de investigação acerca da história da cultura florestal portuguesa, desde a Exposição Agrária de 1884 até a celebração dos congressos florestais nacionais organizados pela SPCF. Durante a sessão de lançamento terá lugar uma apresentação do referido estudo pelo autor, o diretor da Euronatura e investigador do IHCCEHFCi-UE, Ignacio García Pereda.

Fundada em 1984, em pleno período de afirmação de uma política económica valorizadora da floresta, a SPCF espelha bem a visão do papel da silvicultura e marca a consolidação de uma consciência profissional, em que a gestão florestal é pensada em termos de um todo social, enquanto grupo especializado. A partir do estudo de elementos tais como os encontros, jornadas e conferências, anteriores e posteriores a 1984, este trabalho pretende compreender as formas que assume esta nova postura, as estratégias desenhadas para a sua sedimentação e os diferentes momentos da sua perceção. Quer no plano de uma identidade profissional, quer em termos da projeção de uma imagem reconhecida pelo país.

No atual contexto, em que o setor florestal Português se apresenta como um dos mais importantes e polêmicos do panorama nacional, o seu percurso histórico deve ser estudado e reconhecido. Até ao momento, não havia sido prestada a atenção devida quer ao teor, quer ao impacto desta história. É esta falha que o presente projeto pretende colmatar, contribuindo simultaneamente para um melhor conhecimento da realidade histórica portuguesa.