Opinião

Agri-futuro: sustentabilidade, qualidade, inovação e eficiência

Felizmente a perceção genérica de que a agricultura é um setor conservador e pouco propenso à inovação começa a mudar de forma permanente, fundamentada e consolidada. Quer por meio de incentivos nacionais e europeus, quer pela própria profissionalização do setor, este mindset está de facto diferente.
Sendo Portugal um país pequeno, os nossos empresários agrícolas já perceberam que a única forma de desempenharem um papel competitivo no palco Mundial, tem de assentar em quatro pilares fundamentais, sustentabilidade, qualidade, inovação e eficiência. Em qualquer um deles as novas tecnologias desempenham um papel fundamental e são o veículo perfeito para que estas características se materializem.
Felizmente para nós também nesse cenário, temos start-ups portuguesas a desenvolver tecnologia inovadora para o setor agrícola que em nada ficam atrás do que de melhor se faz no Mundo e, portanto, os nossos empresários terão nesta frente todas as condições para competirem ao melhor nível.

O que a meu ver, é importante retermos, é que o facto de termos agricultores mais profissionalizados, organismos mais organizados e uma geração de outros agentes tecnológicos focados neste setor revela que está a surgir um verdadeiro e rejuvenescido ecossistema agrícola em Portugal, que vai muito além de uma dinâmica efémera e conjuntural.

Contudo, apesar de muito já se ter feito, ainda muito há por fazer. É importante que os organismos governamentais compreendam que existe muita informação fechada neles próprios, que sendo disponibilizada a outros agentes do setor poderá repercutir-se numa verdadeira vantagem competitiva para o país e consequentemente num melhor desempenho económico. Existem muitos outros países, onde os organismos governamentais agrícolas têm disponibilizado informação de forma mais transparente e é importante que em Portugal se faça o mesmo o quanto antes; pois informação fechada, não se correlaciona e não produz conhecimento. Já lá vai o tempo do “Segredo é a alma do negócio”.

Bruno Fonseca: CEO Agroop

Para ler na íntegra na edição 208 (outubro 2017)