Opinião

Alqueva, um oásis na agricultura em Portugal

A seca que assolou, e assola, o País veio criar um mar de dificuldades na agricultura em Portugal mas veio também demonstrar o quão importante é ter água numa região como o Alentejo onde não basta ter bons solos e muitas horas de Sol. Se falta a água, falta tudo! E Alqueva veio garantir essa água.

Hoje são já 120 mil hectares equipados e prontos a regar grandes, médias e pequenas propriedades, ocupando estas ultimas uma área a rondar os 20 mil hectares. Mas é sobretudo na grande e média propriedade que Alqueva mais se faz notar.

A evolução dos sistemas culturais tem vindo a alterar-se de forma expressiva, fator a que não é alheia a garantia de água proporcionada por Alqueva, de tal forma que, de toda a área que efetivamente rega a partir de Alqueva, cerca de 60% está ocupada com culturas permanentes, maioritariamente olival, mas com a amêndoa a ganhar cada vez mais terreno, sendo já a segunda cultura mais importante, em área, ocupando nesta data perto de 6 mil hectares e com tendência a aumentar significativamente.

Como terceira cultura surge o milho, com mais de 4 mil hectares, seguido de perto pelas forrageiras, oleaginosas, vinha e hortícolas, com perto de 4 mil hectares cada.

Para além destas importantes culturas, também as frutícolas estão a ganhar terreno, com a plantação de novos pomares de nectarinas, pera rocha, pêssego, ameixa, laranja, romã, uva de mesa, e muitas outras, numa área que já ultrapassa em muito os mil hectares.

Apesar da área não ter uma grande expressão, no contexto dos 120 mil hectares de Alqueva, é de salientar o desenvolvimento da cultura das plantas aromáticas e medicinais, PAM, maioritariamente na pequena parcela, que ocupam já uma área a rondar os 600 hectares.

Alqueva está a tornar-se o epicentro da agricultura em Portugal. Entre os mais de 1500 investidores que estão instalados nas terras de Alqueva cerca de 150 são estrangeiros de 18 nacionalidades diferentes, explorando perto de 23 mil hectares, o que representa um forte contributo em termos de investimento estrangeiro na região.

*José Pedro Salema, Presidente do Conselho de Administração da EDIA

Para ler na íntegra na edição 208 (outubro 2017)