Opinião

Evolução da fileira continuará a depender do produtor

A fileira dos pequenos frutos em Portugal tem tido uma evolução notória e, sem dúvida, muito importante do ponto de vista económico, pois hoje já existem várias entidades que se dedicam à comercialização, especializada na venda de pequenos frutos.
A AGIM tem contribuído substancialmente para esta evolução, sobretudo no que se refere ao conhecimento técnico dos frutos em causa. Desde há cerca de 6/7 anos que a busca pelo conhecimento tem sido uma constante, sendo hoje uma associação agrícola que se dedica essencialmente a esta fileira.
Desde a consultoria, o apoio técnico, a implementação de certificação às próprias formações teórico práticas, a AGIM aposta no conhecimento e na disseminação do mesmo, pois produzir bem é sinónimo de vender bem, este é sempre o propósito.
O número de pomares no país tem aumentado de ano para ano e o investimento é cada vez mais, segundo o Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, em 2015 as exportações de frutos vermelhos ascenderam a 90,6 milhões de euros, havendo um grande destaque para as produções de mirtilo e framboesa. Se em 2011 tínhamos uma área de produção de mirtilo de cerca de 100 hectares, com uma produção média de 1000 toneladas, em 2015 registaram-se cerca de 1300 hectares e uma produção de perto de 5000 toneladas.

*Sandra Santos
Coordenadora Geral da Associação para os Pequenos Frutos e Inovação Empresarial

Para ler na íntegra na edição 208 (outubro 2017)