Opinião

“Tudo aquilo que possa dar valor ao agricultor é onde continuamos a investir”

Pioneira na introdução de pastagens semeadas biodiversas em Portugal (1990) a Fertiprado dedicou-se ao estudo de sistemas de produção animal baseados em pastagens e forragens como solução para a sustentabilidade dos sistemas agropecuários.

Hoje a Fertiprado assume-se muito orgulhosa no trabalho que a sua equipa tem realizado ao longo de todos estes anos e que lhe tem permitido ultrapassar os desafios próprios da atividade comercial e produtiva, bem como dos desafios da internacionalização.
E a internacionalização tem sido uma das grandes apostas da empresa com sede em Vaiamonte (Monforte), que tem visto crescer as vendas no mercado externo, refletindo também o próprio reconhecimento que a marca hoje já tem. Ainda assim, continua a trabalhar com muito empenho no mercado nacional, onde tem clientes nas várias regiões do país. Porque essas diferenças e particularidades, tanto ao nível cultural como da própria abordagem à terra têm-se traduzido em conhecimento para replicar noutros locais.
Há alguns anos a empresa iniciou um trabalho de obtenção de variedades próprias através de dois projetos, em colaboração com o INIAV, nomeadamente com a Estação Nacional de Melhoramento de Plantas, em Elvas. São variedades de espécies de leguminosas pratenses como os trevos subterrâneos, ou seja, espécies capazes de melhorar a produtividade dos prados e que possam afirmar-se tanto no mercado português como noutros.
Para além dos prados, das forragens anuais ricas em leguminosas onde possui uma gama diversa como o Speedmix, Avex, Fertifeno (…), nos últimos anos a empresa tem vindo a trabalhar bastante nas culturas de revestimento de solos. “Quando falamos em espécies para revestimentos de solos referimo-nos quase sempre às mesmas espécies, mas em linhas de trabalho e em variedades com uma perfomance bastante diferente (como serem rasteiras, terem um sistema radicular vigoroso, plantas que resistam bem à passagem dos tratores para evitar a compactação do solo e também plantas que tenham ciclos adequados com as culturas que vamos proteger ou revestir)”, explica João Paulo Crespo, responsável pela empresa. Neste âmbito, lá fora a Fertiprado tem conseguido um crescimento de forma mais consistente e rápida do que no mercado nacional. A título de exemplo e ao longos dos últimos três anos a empresa atingiu mais de 3500 hectares semeados no revestimento em vinhas em França bem como em Itália (Toscânia). “Em Portugal apesar de termos já alguns em casas agrícolas de referência, o “discurso” ainda não chegou aos viticultores”, sublinha o empresário.

Na Foto: João Paulo Crespo, administrador da Fertiprado

Para ler na íntegra na edição 208 (outubro 2017)