Agrociência Bio Floresta

Floresta portuguesa

A Agricultura Biológica como ferramenta de Redução dos Incêndios Florestais: Parte VI

V – FLORESTA PORTUGUESA

5.1 – OS NÚMEROS DA FLORESTA PORTUGUESA

Portugal tem das maiores proporções de área de floresta na Europa. As florestas portuguesas representam 35% do território nacional, sendo reminiscentes das florestas autóctones ou resultantes de plantações (http://naturlink.pt, consultado 22/07/17).

Portugal tem aproximadamente 9.8 milhões de habitantes e 8.7 milhões de hectares de área. Possui uma das maiores proporções de áreas florestadas da Europa (35.8 %), considerando que mais de 3.1 milhões de hectares do território estão sob coberto florestal (http://naturlink.pt, consultado 22/07/17).

Cerca de 85% da floresta portuguesa está em propriedade privada, apenas 3% pertence ao Estado, e os restantes 12% são baldios, pertencendo a comunidades locais.

Cerca de 220000 hectares da floresta portuguesa estão sob gestão das indústrias de pasta de papel, por compra ou arrendamento. Enquanto que as restantes áreas privadas de floresta têm uma média de 5 hectares por proprietário (http://naturlink.pt, consultado 22/07/17).

Mais de um milhão de hectares são compostos por florestas constituídas por árvores de espécies autóctones, com árvores do género Quercus, típicas das zonas mediterrânicas. Entre estas, os sobreiros Quercus suber são a fonte de mais de metade da produção mundial de cortiça (http://naturlink.pt, consultado 22/07/17).

 Resumindo, alguns dos principais números da nossa floresta são:

Área total de Portugal Continental = 8.9 milhões de ha

Área de Floresta = 3.2 milhões de ha (36% da área de Portugal)

PROPRIEDADE

. Estado = 2.7%

. Baldios = 11.8%

. Privado = 85.5% 

ESPÉCIES

. Azinheira = 14%

Eucalipto = 17%

. Sobreiro = 21%

. Pinheiro = 33%

. Outros =15%

http://naturlink.pt, consultado 22/07/17), Fonte: Inventário Florestal de 1995 / 96

Fig. 9 – Distribuição dos usos do solo em Portugal continental para 2010, fonte (6º Inventário nacional – ICNF6), (http://www.circuloculturaedemocracia.pt/images/pdf/jornadafloresta2017/JF20170325_Eugenio_Sequeira)

 Da análise da Figura 9, verifica‐se que em 2010 o uso florestal do solo representa o uso dominante em Portugal continental, ocupando 35,4% do território. Esta percentagem de uso florestal coloca Portugal na média dos 27 países da União Europeia (37,6%, SOEF, 2011). Note‐se que as áreas de uso floresta incluem as superfícies arborizadas (correspondente aos designados povoamentos florestais) e as superfícies

temporariamente desarborizadas (superfícies ardidas, cortadas e em regeneração), para as quais se prevê a recuperarão do seu coberto arbóreo no curto prazo. Os matos e pastagens constituem a classe seguinte de uso do solo com maior área, correspondendo os matos a 52 % desta classe, ou seja a 1 500 157 ha. As áreas agrícolas correspondem a 24% do território continental (http://www.circuloculturaedemocracia.pt/images/pdf/jornadafloresta2017/JF20170325_Eugenio_Sequeira).

Evolução dos usos do solo em Portugal continental 

Fig. 10 – Evolução dos usos do solo em Portugal continental, (6º Inventário nacional – ICNF6), (http://www.circuloculturaedemocracia.pt/images/pdf/jornadafloresta2017/JF20170325_Eugenio_Sequeira)

 

Parte I: A Agricultura Biológica como ferramenta de redução dos incêndios florestais

Parte II: Incêndios de Figueiró dos Vinhos

Parte III: As causas dos Incêndios

Parte IV: Zona Mediterrânica

Parte V: As estratégias das plantas para resistir ao fogo

Parte VI: Floresta Portuguesa

Parte VII: Alterações Climáticas

Parte VIII: Sistema Agrícola e Florestal de Elevado Valor Natural

Parte IX: A Agricultura Biológica

Parte X: Agricultura e Alterações Climáticas

Parte XI: Conclusões