Sanidade animal

Tese sobre cancro da actinídea vence Prémio Prof. Branquinho d’Oliveira

Estudante da Escola Superior Agrária do IPVC apresentou dissertação sobre agente causal do cancro da actinídea, na região de Entre Douro e Minho.

 Eva Margarida Fernandes Garcia, aluna do Mestrado em Agricultura Biológica da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, foi a vencedora do prémio Branquinho de Oliveira 2017, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Fitopatologia (SPF), com a Dissertação intitulada: “Variabilidade genética e fenotípica de Pseudomonas syringae pv. actinidiae, agente causal do cancro da actinídea, na região de Entre Douro e Minho”.

O anúncio e atribuição do prémio 2017 a Eva Garcia, considerou entre outros aspetos a originalidade do tema, a fundamentação científica e a relevância do contributo para a área da Fitopatologia, e teve lugar no âmbito do 8º Congresso da Sociedade Portuguesa de Fitopatologia, que decorreu nos dias 26 e 27 de outubro de 2017, na Escola Superior Agrária de Santarém (http://pdp2017.webnode.pt/).

A dissertação vencedora teve orientação da Professora Doutora Maria Luísa Moura da ESA/IPVC e coorientação de Doutor Pedro Mansilla, da Estación Fitopatolóxica do Areeiro (EFA), Pontevedra. O trabalho enquadrou-se na investigação sobre a mais devastadora doença da actinídea em todo o mundo, que tem vindo a ser realizada nas duas instituições, no âmbito de protocolos de colaboração internacionais e no Programa ERASMUS, de que a aluna beneficiou

A SPF estabelece um concurso nacional destinado a distinguir o melhor trabalho final de Mestrado na área de Fitopatologia, com o fim de incentivar o interesse dos jovens pela investigação, atribuindo um prémio no valor de 1000 Euros, sendo oferecida também a inscrição e 1ª quota da SPF, assim como um Diploma da Sociedade.

Prémio Prof. Branquinho d’Oliveira

A Sociedade Portuguesa de Fitopatologia estabelece o prémio Prof. Branquinho d’Oliveira destinado a distinguir em todo o País, o melhor trabalho final de Mestrado na área de Fitopatologia. O Prof. Branquinho d’Oliveira (1904 -1983), foi um homem da ciência que se dedicou ao estudo das doenças das plantas. Desenvolveu trabalhos notáveis no âmbito da ferrugem do “Cafeeiro”. Criou o Centro de Investigação das Ferrugens do Cafeeiro e foi chefe do Departamento de Fitopatologia da Estação Agronómica Nacional.