Ambiente Apicultura

Ninhos de vespa asiática-o que fazer?

Autarquia da Lousã tem em prática plano de deteção e exterminação de ninhos.

No âmbito do Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa Velutina em Portugal, a Câmara Municipal da Lousã, encontra-se a promover ações de exterminação de ninhos de vespa asiática.

A Autarquia faz um apelo a todos para que estejam atentos a esta situação e, caso detetem ou suspeitem da existência deste tipo de ninhos, devem imediatamente comunicar aos serviços camarários os locais onde os mesmos se encontram. Uma das precauções a ter é não mexer nos ninhos, face ao risco de eventuais ataques por parte das vespas.

Recorde-se que os ninhos da vespa-asiática têm sido encontrados em árvores e em edificações, sendo de destacar que mais de 70% destes ninhos são, por norma, avistados a mais de 10 metros de altura.

A vespa-asiática é uma espécie predadora, proveniente de regiões tropicais e subtropicais do norte da Índia, do leste da China, da Indochina e do arquipélago da Indonésia, que ataca principalmente as abelhas. A sua introdução involuntária na Europa ocorreu em 2004 no território francês, tendo a sua presença sido confirmada em Espanha, em 2010, em Portugal e Bélgica, em 2011, e em Itália, em finais de 2012.

No nosso país, esta espécie esteve inicialmente circunscrita aos concelhos do norte, mas tem vindo a disseminar-se um pouco por todo o território, estando agora também presente na região centro. A vespa-asiática começa a construir os seus ninhos, de grandes dimensões, na primavera, preferencialmente em pontos altos e isolados. Esta espécie distingue-se da espécie europeia Vespa crabro pela coloração do abdómen (mais escuro na vespa asiática) e das patas (cor amarela na vespa asiática).

Os principais efeitos da presença desta espécie não indígena manifestam-se em várias vertentes, sendo de realçar na apicultura, por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas.

Por outro lado, pode também ser prejudicial para a saúde pública – apesar de não serem mais agressivas que a espécie europeia, no caso de sentirem os ninhos ameaçados reagem de modo bastante hostil, incluindo perseguições até algumas centenas de metros.