Hortofruticultura

Pomares jovens e novas variedades trocam voltas às quebras de produção

A região da Cova da Beira é por excelência a zona do país onde se situam os pomares de prunóideas (nomeadamente cerejeiras e pessegueiros) e que nos últimos anos tem assistido a algumas mudanças, como a introdução de novas variedades, o que de alguma forma tem “alterado” os resultados das campanhas.

Para dar a conhecer um pouco melhor a atualidade destas culturas realizou-se o tradicional Balanço de Campanha de Prunóideas, organizado pelo Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional – COTHN, nas instalações da Escola Profissional Agrícola da Quinta da Lageosa, na Covilhã, com o apoio da Direção Geral de Alimentação e Veterinária.
Da informação apresentada pela Secretária-geral do COTHN, Carmo Martins, percebeu-se que, fruto da introdução de novas variedades na Europa, na última campanha houve também maior diversidade no tipo de frutas e o escalonamento das datas de colheita, o que lhe permite estar no mercado numa janela de comercialização mais alongada.
Em termos da produção, estima-se que na campanha de 2017-2018 a produção se situe nos quatro milhões de toneladas, que é 6% superior à campanha do ano anterior, devido a um aumento na maioria dos países produtores.
Já em Portugal, de acordo com as estatísticas consultadas por Carmo Martins, na campanha de 2017 a produção de pêssego atingiu as 35 mil toneladas, estimando-se que permaneça estável. Sobre a cereja a produção total na Europa para a campanha 2017-2018 é projetada em 576 mil toneladas, o que representa uma quebra de 21% em comparação com a última campanha, seguindo a tendência decrescente já registada também nos últimos dois anos, porque o crescimento de Itália e Espanha não compensam o declínio por exemplo da Polónia (o principal produtor europeu).
Em Portugal e para 2017 as projeções apontam para a recuperação em relação a 2016 que foi um ano negativo.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 210 (dezembro 2017)