Desenvolvimento Local

Manual de Boas Práticas traz mais conhecimento sobre a cultura do Medronheiro

O Manual de Boas Práticas para a cultura do Medronheiro foi lançado durante o II Encontro do Medronho e do Medronheiro que aconteceu na Pampilhosa da Serra, onde foi possível verificar in loco o seu importante papel na prevenção de incêndios florestais. Mas, apesar de todo o conhecimento já adquirido, nas considerações finais do mesmo Manual pode ler-se que, “para responder aos desafios do mercado há que ganhar escala de produção, sustentada em resultados de I&D, a par da capacidade de organização (produção e comercialização).

No âmbito do II Encontro do Medronho e do Medronheiro que decorreu na Pampilhosa da Serra a 8 de dezembro de 2017, promovido pela Lenda da Beira, com o apoio da Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra e com a participação da ESAC (Escola Superior Agrária de Coimbra), da DRAPC (Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro), da GreenClon Lda, da Associação Empresarial e Serviços da Pampilhosa da Serra e da Cooperativa Portuguesa de Medronho CRL, foi realizado o Lançamento do “Manual de Boas Práticas para a cultura do Medronheiro”.
A edição deste Manual surge na sequência de trabalhos de investigação e foi financiada pelo ProDeR, medida 4.1, Cooperação para a Inovação Ref.ª 53106 “Melhoramento da espécie e a valorização do Medronheiro”.
A elaboração deste Manual só foi possível devido ao apoio financeiro atribuído através de projetos aprovados no âmbito do programa ProDeR e da FCT mas, também, pela interação estabelecida entre as Instituições de I&D, os produtores e as empresas. O trabalho desenvolvido, de investigação aplicada, teve como objetivo responder às necessidades dos produtores e dos técnicos para o aumento do conhecimento e valorização de um recurso autóctone e do potencial de uma cultura emergente.
O Manual aborda vários temas que vão desde a caracterização da espécie, à sua distribuição e ecologia, aos métodos de exploração da cultura (áreas naturais e em pomares), ao tipo de material vegetal (seminal vs clonal), aos cuidados a observar para a instalação da cultura, às práticas culturais, aos métodos de colheita até ao potencial do fruto fresco ou transformado (produtos fermentados e não fermentados).
A espécie explorada como fruteira, em ambientes muito diversos, tem uma história muito recente, quando comparada com outras. Assim sendo, o melhoramento da espécie, a instalação, as práticas culturais, a transformação do fruto para integração em produtos inovadores, são áreas que ainda requerem investigação e apoio financeiro pelas entidades competentes.
O Manual alerta para que a fileira seja capaz de responder, globalmente, aos desafios do mercado nacional e internacional, há que ganhar escala de produção, sustentada em resultados de I&D, a par da capacidade de organização (da produção e dos circuitos de comercialização).

Para ler na íntegra na próxima edição da Voz do Campo (janeiro 2018)