Opinião

“Campanha 2017 com a maior receção de pêssego”

Sobre a campanha 2017 da Cerfundão, Embalamento e Comercialização de Cereja da Cova da Beira.

  • CEREJA

Em campanhas normais o mês de junho continua a ser o mais representativo com 65,4% em 2015 e 58,5% em 2017. O mês de maio apresentou uma importância de 6,3% superior a 2015 com 37%. O mês de julho com 4,2 % foi mais preponderante do que em 2015 (3,9%), mas inferior a 2016 com 50,6%.

Registou-se uma descida acentuada nas entradas dos calibres para indústria que poderá estar relacionada com a renovação varietal e o aumento da preponderância das novas cultivares.

O calibre 24+ foi o mais importante e apresentou-se 42,6% superior ao de 2015 e 2016.

Nas 10 variedades mais recebidas, é de destacar a Sweetheart que foi a mais recebida com 87,8 ton (11,6%). De realçar a importância das variedades Satin, Lapins e Primegiant pela primeira vez nas 10 mais recebidas.

Comparando com 2015, no grupo dos 10+, salienta-se a saída da variedade Saco em menos 17,6% que em 2017, apresentando apenas 3,8%.

As polpas moles Summit e Sunburst continuam a figurar nas mais recebidas com uma importância global de 9,3%.

  • PÊSSEGO

O ano de 2017 representou a campanha com maior receção de pêssego com 1.199 toneladas, revelando-se um crescimento de 66,3% em relação a 2016. Comparando com 2015, cresceu 22,3 % e em relação a 2014 o aumento foi de 103,5%.

Julho foi o mês com maior pressão de entradas, logo seguido pelo mês de agosto. Os meses de junho e setembro apresentaram pouco em volume de receção.

Ao longo dos anos o mês com maior pressão de entradas tem sido o mês de julho com exceção do ano de 2016 com o mês de agosto a assumir a liderança.

Os meses de junho e setembro têm pouca preponderância, não ultrapassando em média juntos os 22,5%, com o mês de setembro a pesar mais na balança.

Em termos de tipologia os pêssegos vermelhos representam 69% das entradas, os pêssegos amarelos tiveram uma expressão de 25,7% e as nectarinas apenas apresentaram 4,5 %.

Os pêssegos vermelhos são de longe os mais expressivos com uma média de 66,8% das entradas, os pêssegos amarelos têm uma importância média de 20,5% que cresceu a partir de 2016, e as nectarinas têm evidenciado uma redução significativa desde 2014, baixando 16%.

Os calibres A+ são claramente os dominantes com uma média de 66,1%, atingindo o máximo em 2017 com 70,10%. O calibre B baixou em 2017 para 15% registando uma média de 18,60 %. O refugo (baixos calibres) ainda apresenta uma média estável de 10,6 % com destino para a indústria.

Júlio Pires, Cerfundão