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Comprei um drone, e agora?

A evolução da tecnologia tem contribuído para a otimização das atividades agrícolas, beneficiado produtores em todo mundo, e no Brasil não é diferente. Diante desse cenário, a InCeres, empresa brasileira de referência em soluções em Agricultura de Precisão, iniciou em 2018 o novo projeto de webinares gratuitos, denominado “Agricultura Digital ao Alcance de Todos”. O objetivo da iniciativa é incentivar o mercado agrícola, os profissionais do campo e também os produtores rurais à imersão nas novidades tecnológicas de diferentes setores do agronegócio. O primeiro tema escolhido para 2018 foi “Comprei um drone, e agora?” e abordou as principais dúvidas sobre a sua utilização, não só na área agrícola, mas também em aplicações no setor florestal e na pecuária, por exemplo.

A apresentação do webinar foi da responsabilidade do engenheiro agrónomo Gustavo Fedrizzi, com vários anos de experiência no setor da agricultura digital, nomeadamente em drones e VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado), sendo atualmente sócio-proprietário da AgroData e que teve a companhia da também engenheira agrónoma e parceira de trabalho da AgroData – Soluções Inteligentes, Vera Arrabal.


Entrevista com Gustavo Fredizzi, apresentador da Webinar InCeres: “Comprei um drone, e agora”?


Quais os benefícios dos drones agrícolas para os produtores rurais?
São vários os benefícios proporcionados pelo uso dos drones, mas uma coisa que podemos destacar é que ele permite observar a exploração de cima, e com isso vê-la como um todo. Observar se tem algum foco de doenças ou incidência de pragas ou até mesmo um possível problema de falta de adubo. Por exemplo, nas explorações de cana-de-açúcar, tem sido utilizado um drone que sobrevoa a cultura e lança pequenas caixas de papelão com insetos que são predadores de outros que estão a prejudicar a cultura, baixando a população de insetos danosos e aumentando a produtividade.

Para que tipo de atividades é indicado?
Atualmente os drones têm sido muito utilizados para a monitorização agrícola. Esse é um trabalho feito semanalmente por uma equipa de profissionais da exploração, que antes da tecnologia dos drones, tinham que percorrer as culturas a pé para identificar os insetos e doenças nas plantas. Hoje, com o uso das imagens dos drones, esse tipo de trabalho foi totalmente otimizado.

O produtor precisa ter algum tipo de especialização para realizar o mapeamento com essa tecnologia?
Na minha opinião, depende do interesse e do tipo do drone que o produtor tenha, mas sim, pode ser necessária uma especialização por parte desse produtor. No mercado existem alguns drones bem simples de operar, para tirar fotos e fazer alguns vídeos. Uma pessoa que saiba mexer com smartphone consegue controlar esse drone com facilidade. Outra forma é pesquisar um pouco pela internet, onde existem já alguns tutoriais sobre uso de drones. Porém, existem alguns drones que permitem o uso de câmeras especiais, e juntamente com um software ou programa de computador, geram mapas da qualidade da cultura, através de indicadores, além da topografia detalhada da exploração. Para esse sim, são necessários cursos mais aprofundados sobre o uso dos equipamentos

Com a colaboração de Rafael Albuquerque, BPA Comunicação Integrada

Para ler na íntegra na edição nº 213 (março 2018)