Investigação

Grupo Operacional MaisSolo: à procura das soluções mais ajustadas para solos com problemas

Sempre que os sistemas agrícolas trazem consigo a intensificação cultural visando alcançar produções elevadas, como é o caso dos produtos horto-industriais, aumentam os problemas fitossanitários e os riscos de resistência aos produtos utilizados no seu combate. É o que se passa no Ribatejo com algumas culturas, nomeadamente tomate e batata, com elevada importância económica para os produtores, que se têm especializado e atingido um elevado grau de profissionalismo. No entanto, cada vez sentem mais dificuldade em conseguir manter as suas produtividades e a qualidade dos produtos, devido a problemas fitossanitários, em particular das pragas e doenças de solo, que, sendo mais difíceis de combater, têm cada vez menos produtos disponíveis para o seu combate, devido à retirada de grande número de substâncias ativas do mercado.

Neste contexto, como tem acontecido noutras situações, cabe às organizações de produtores alertar as entidades competentes, para que, em conjunto se encontrem as soluções mais ajustadas. Foi o que aconteceu neste caso, em que a parceria entre organizações de produtores, empresas ligadas ao setor, entidades públicas e privadas, organismos ligados ao ensino e investigação, tornou possível a criação da parceria MaisSolo, apresentada no âmbito dos Grupos Operacionais.

Objetivos do projeto
Face aos problemas fitossanitários resultantes do ataque de organismos presentes no solo, referidos anteriormente, que provocam estragos avultados, pretende-se por um lado, uma melhoria na proteção das culturas com a consequente melhoria da produção e por outro diminuir a dependência do uso exclusivo de produtos fitofarmacêuticos, com recurso a técnicas alternativas com viabilidade técnica e económica. Em simultâneo, recuperar o equilíbrio dos solos, ao favorecer o desenvolvimento de microrganismos importantes na regulação das suas propriedades físico-químicas e disponibilização de nutrientes.

Susete Matos
Departamento Técnico da Agromais
Para ler na íntegra na edição nº 213 (março 2018)