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Pistácio: saiba como, quando, onde e porquê plantar

Se o nosso país possui condições efadoclimáticas favoráveis à produção de vários frutos secos e, se há alguns mais conhecidos, como a amêndoa, outros, como o pistácio (ou pistacho), vão somando interessados e hectares. Em grande parte este é o resultado de um intenso trabalho da consultora Espaço Visual e do seu CEO, José Martino, que esteve também na base da criação da Fruystach, organização de produtores, fundada em 2015. As duas entidades desenvolveram uma parceria estratégica que tem trazido conhecimento técnico para o terreno, assim como modernas tecnologias de produção, soluções de financiamento, promoção e animação da atividade, e organização da produção.
Desde 21 de novembro de 2015, data de lançamento da promoção do pistácio que decorreu na FILAGRO, em Lisboa, a Frusytach e a Espaço Visual organizaram mais de quarenta Sessões Públicas de divulgação do negócio do pistácio ao longo das regiões com maior aptidão para a cultura nos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Bragança e Vila Real.
Organizaram três visitas de estudo a Espanha com o objetivo dos produtores e potenciais produtores acompanharem as plantas no repouso vegetativo, outono-inverno e durante desenvolvimento vegetativo, na primavera e verão.
Os técnicos da Espaço Visual visitam e avaliam a aptidão e potencial produtivo dos terrenos, definem os investimentos necessários e apoiam os empresários na apresentação de candidaturas ao PDR 2020. Verificado que o terreno possui aptidão de solo e clima para o pistácio, poderá haver uma reunião entre o potencial produtor e os responsáveis da Fruystach para acerto dos pormenores de participar no capital da OP e usufruto dos seus serviços.
Por sua vez, os técnicos da Fruystach apoiam a implantação dos pomares dos sócios da Organização, prestam assistência técnica na fase de exploração da cultura, seja na formação da planta, seja já nas plantações adultas.
Para conhecermos um pouco mais desta dinâmica falámos com o CEO da Espaço Visual, que neste momento acumula funções na presidência do Conselho de Administração da Fruystach, José Martino, para quem a cultura, passado o período inicial em que o produtor não a conhece, representa uma atividade sustentável económico-financeira rentável, sobretudo a longo prazo.

Quando foi constituída a Fruystach e com que objetivos? 
A Sociedade Anónima foi constituída em 2015 por produtores de pistácio com o objetivo de dar assistência técnica organizada aos seus associados, recolher as respetivas produções, descascar, secar, armazenar e comercializar/exportar os frutos, obtendo o reconhecimento formal como Organização de Produtores logo que tenha condições formais para o efeito.

Quantos produtores integra? E que áreas representam?
Neste momento há negociações de integração como acionistas com 22 produtores representando uma superfície de 276 hectares de cultura.

A sede está neste momento no Fundão, por alguma razão em particular? 
É um centro de gravidade face à localização das potenciais zonas com aptidão para a cultura, ou seja, região Interior de Portugal de Trás-os- Montes ao Alentejo, assim como bons acessos e boas condições para receção de empresas.

Qual tem sido a evolução da cultura no nosso país?
Todos os anos se plantam em Portugal algumas centenas de hectares.

É uma cultura para todas as regiões?
Não, é uma cultura para os terrenos com aptidão de solos e clima nos distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja.

Para ler na íntegra na edição nº213 (março 2018)