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Labinor 5-7-13 em tomate de indústria produzido em agricultura biológica

A Agromais nasceu sobretudo pela mão dos produtores de cereais mas rapidamente se expandiu para outras culturas e áreas de produção. Sediada na Golegã, há vários anos que marca presença na região de Alqueva, tanto com produção direta como com agricultores associados. Mas também através da criação de estruturas locais destinadas a fazer parte da mudança que se verifica no Baixo Alentejo e de que são exemplo o secador (de cereais) criado em Alfundão – Ferreira do Alentejo, e o polo da Agromais Plus (Plus Alqueva) para venda de fatores de produção, que apresenta um grande potencial de crescimento, nomeadamente com o surgimento de novos blocos de rega nas proximidades.

Depois dos cereais, principalmente o milho, a atividade desta Organização de Produtores de Cereais e Hortícolas evoluiu para a vertente das hortofrutícolas, nomeadamente as hortoindustriais, primeiro a batata de indústria, depois o tomate e as restantes, por inerência, nomeadamente o pimento, brócolo, curgete, ervilha, etc. e mais tarde a cebola, o último grande projeto da Agromais nesta matéria, avança-nos o técnico Bruno Moura, revelando que nos últimos anos tem sido forte o investimento nesta cultura, desde a produção até ao embalamento. Na calha está agora o investimento em nogueiras, sendo objetivo nos próximos dez anos chegar perto dos mil hectares no Ribatejo. Dentro do conjunto de culturas agroindustriais o mais representativo é o tomate de indústria, tanto em termos da área que ocupa como do volume de negócios que gera.

Enquanto Organização de Produtores a Agromais presta apoio técnico aos seus associados e no caso concreto do tomate de indústria trabalha com alguns produtores dos quais se destaca um que optou por fazer a sua produção em modo de produção biológico.

De acordo com os dados do Ministério da Agricultura, a horticultura representa uns escassos 0,6% dos 239 864 hectares de superfície em agricultura biológica em Portugal Continental (2015). Da experiência que tem no terreno, Bruno Moura sabe que uma das dificuldades que os produtores biológicos enfrentam é conseguirem produtos homologados que ajudem a obter as melhores produções.

É na tentativa de dar resposta a esta limitação e com base na perceção de que existe um interesse crescente pela agricultura biológica, e a prová-lo está a Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica recentemente revelada, a NUTRISAPEC/TRADECORP PORTUGAL tem uma gama específica para este modo de produção e é sua intenção alargá-la a mais produtos. Neste momento, já tem alguns produtos homologados, como aquele que foi utilizado no campo de José Manuel Rodrigues, representante da Agro-Conventinho, que na última campanha produziu 23 hectares de tomate biológico para indústria, na região de Montemor-o-Novo. Trata-se do LABINOR 5-7-13, um fertilizante organomineral NPK, com 40% de matéria orgânica. A matéria orgânica desempenha um importante papel estruturante no solo e é fundamental na fertilidade do mesmo. A matéria orgânica que compõe o LABINOR 5-7-13 é de origem vegetal, totalmente estável e composta, onde predomina a Leonardite. Pelas suas caraterísticas, o produto minimiza a “crise” de transplante (e favorece o arranque da cultura) e no caso do associado da Agromais o resultado até superou as expetativas iniciais verificando-se um crescimento vegetativo superior ao que acontecia anteriormente.

Publireportagem para ler na íntegra na edição 214 (abril 2018)