Agroalimentar

População portuguesa não conhece a realidade agrícola lá muito bem

No passado mês de março o Centro de Estudos Aplicados da Católica-Lisbon, School of Business & Economics em parceria com a ANIPLA realizou um estudo à população portuguesa para aferir o seu conhecimento quanto às realidades da produção agrícola. Este estudo procurou apurar o nível de compreensão da população adulta portuguesa quanto à realidade da produção de alimentos em algumas áreas fundamentais como: a relação entre os produtos fitofarmacêuticos e a produtividade agrícola, o impacto económico e a acessibilidade aos bens alimentares e ainda a perceção face à produção e aos alimentos de agricultura biológica.

Dos resultados do estudo é possível aferir que 65% dos inquiridos afirma preferir consumir apenas alimentos biológicos, mas apenas 19% revelou conhecer que a agricultura biológica é um modo de produção agrícola que também faz uso dos produtos fitofarmacêuticos.

De referir também que 85% dos portugueses acredita que os produtos fitofarmacêuticos são concebidos com o objetivo de proteger as plantas das influências prejudiciais, incluindo insetos nocivos, infestantes, fungos e outros parasitas e 68% admite saber que sem o uso de produtos fitofarmacêuticos, mais de metade das culturas mundiais podem ser perdidas todos os anos, devido a pragas e a doenças das culturas.

Quanto ao impacto económico e acessibilidade alimentar, a maioria dos portugueses acredita que o preço dos produtos alimentares deve permanecer acessível para garantir que as famílias têm acesso a alimentos saudáveis e frescos e que a falta de alimentos devido às alterações climáticas e a falta de terra adequada ao cultivo são os principais fatores com impacto no custo dos alimentos.

98% da população estudada acredita que o preço dos produtos alimentares deve permanecer acessível para garantir que as famílias têm acesso a alimentos.

86% dos inquiridos elegeu a “Falta de alimentos devido às alterações climáticas” e 60% a “Falta de terra adequada ao cultivo” como os fatores com maior influência no aumento do custo dos alimentos.

Para mais informações, por favor consulte: www.clsbe.lisboa.ucp.pt

Este estudo foi realizado em março de 2018, através do Painel de Estudos Online da Católica Lisbon School of Business & Economics.