Evento realizado Rega

Regadio em Mudança é o tema do Congresso Nacional de Rega e Drenagem

O Congresso Nacional de Rega e Drenagem, organizado pelo COTR, em parceria com a Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal (SCAP), a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), a Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG), e a Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), terá este ano a sua 7ª edição o que, só por si, transmite a ideia da enorme importância que se tem atribuído ao debate dos temas da agricultura de regadio.

Com uma periodicidade bianual, ao longo destas sete edições tem procurado readaptar-se para conseguir chegar e corresponder às diferentes necessidades do setor.
O grande objetivo de um evento deste tipo é o de juntar os especialistas nos vários temas que serão abordados e incentivar a troca de pontos de vista entre eles, de forma a que se possam obter algumas conclusões que venham a beneficiar a tomada de decisões no sector da agricultura de regadio. Fundamental, é que a forma do debate e das conclusões tenham uma expressão de fácil assimilação para o beneficiário último, o sector da agricultura de regadio, de modo a que este possa absorver a transferência de tecnologia e tornar-se cada vez mais eficiente.

É fundamental transmitir a ideia de que o regadio nacional não é apenas Alqueva
A opção de se realizar o Congresso em Monte Real, Leiria, em estreita colaboração com a Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Lis e a Associação de Beneficiários da Cela, tem a ver com a preocupação que a Comissão Organizadora teve em reflectir também a realidade do regadio de menor dimensão, onde é particularmente importante a disseminação das boas práticas no uso eficiente da água na rega. Com o lema “Regadio em Mudança: a Modernização na Dinamização do Desenvolvimento Regional”, pretende-se fugir dos grandes polos para criar uma proximidade e relação com o pequeno agricultor. Trata-se de uma novidade e de um desafio aliciante para o próprio COTR que irá sair da sua zona de atuação. O foco passará, em grande parte, pelo apoio aos minifúndios, não só devido aos problemas que enfrentam e que se refletem na sua subsistência, mas também para dinamizar estas pequenas explorações. É fundamental transmitir a ideia de que o regadio nacional não é apenas Alqueva. Muitas outras regiões do País podem e devem contribuir para uma agricultura de regadio que se quer mais eficiente e moderna. O Congresso irá dividir-se em três grandes vertentes: o debate e apresentação do conhecimento técnico-científico; uma sessão de networking, em colaboração com a Rede Rural Nacional, onde serão apresentados trabalhos de aplicação da tecnologia na agricultura; e, participação dos congressistas em minicursos.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 216 (junho 2018)