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AGRO reforçou que “a agricultura cresce ao dobro do ritmo do resto da economia”

Dezenas de milhares de pessoas passaram pela 51ª edição da AGRO- Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação, durante os quatro dias do certame, tendo este evento registado um crescimento face à edição anterior.

Este ano, a AGRO entrou numa nova era pelo facto de se realizar no Forum Braga, um espaço moderno, com melhores condições e infraestruturas de apoio para a realização de eventos desta dimensão.
No total, estiveram presentes cerca de 280 expositores e perto de 500 máquinas agrícolas, que ocuparam um espaço de exposição superior a 25 mil metros quadrados.
“Estamos muito satisfeitos com os resultados desta edição da AGRO. Tivemos a “casa cheia” durante estes dias. É interessante verificar como a AGRO tem a capacidade de atrair uma grande diversidade de públicos, interessados em ver e em conhecer melhor o trabalho desenvolvido pelos empresários do setor agropecuário”, explica Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga. O responsável realça ainda: “Este foi o primeiro grande evento a realizar-se no Forum Braga e acredito que passámos este primeiro teste com sucesso e distinção, havendo naturalmente espaço para introduzir melhorias no futuro”.
Realizada no novo Forum Braga – o novo espaço que quer posicionar Braga como uma cidade de referência para o Turismo de Negócios no Norte de Portugal e na Galiza – a edição deste ano da AGRO teve como principais pontos de atração os concursos pecuários; os seminários sobre o setor agropecuário e área da restauração.
Um setor que está vivo e dinâmico e que vale mais de 6 mil e 600 milhões de euros, segundo os dados avançados pelo Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, que assistiu à abertura da 51ª edição da AGRO. “A agricultura é um setor que neste momento cresce ao dobro do ritmo do resto da economia”, lembrou o governante que apontou também o dinamismo do norte do país que em termos de rejuvenescimento do empresariado representa mais de 1/3 dos projetos aprovados de jovens agricultores (já se ultrapassaram os 800 milhões de euros de apoios) e destacando também as mulheres empresárias , com um peso acima da média nacional.
Também não é possível ficar indiferente à veia exportadora, nalguns casos com um comportamento exemplar, como é o caso da framboesa, em que Portugal representa 40% do abastecimento europeu. “É um setor que está a passar um bom momento, pese embora os constrangimentos com que tem sido confrontado”.

Reportagem para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 216 (junho 2018)