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SIRO. Especialista em Nutrição e Proteção Vegetal

Foi no dia 15 de outubro de 2017 que a Leal & Soares (SIRO) viveu o pior dia da sua existência, quando também, como outras empresas do país, foi assolada pelos enormes incêndios do centro de Portugal. Ao longo destes anos a empresa sempre teve a capacidade de entender as necessidades dos clientes, perceber os desafios que enfrentam e sempre teve respostas capazes. Foram eles a principal razão da SIRO renascer das cinzas, com todas as dificuldades inerentes mas suportada numa razão de viver.

Não foi por mero acaso que a Leal & Soares (SIRO) acabou recentemente agraciada com o prémio “Excellens Oeconomia” (Jornal de Negócios) por ter sido uma das resilientes que, apesar de destruídas nos incêndios, se reergueram para voltar a criar emprego, riqueza e com certeza de erguer uma nova SIRO, com visão estratégica ainda mais longínqua.
O fundador e responsável pela empresa, Carlos Soares, recorda as imagens de completa destruição, mas é da sua génese, nunca “atirar a toalha ao chão”. No dia 16 outubro de 2017, estava tomada a decisão de reconstruir a empresa, mesmo ainda, com chamas a consumir matérias-primas, edifícios e máquinas. Como sempre contou com o empenho de todo o seu capital humano, uma equipa excecional de trabalho (110 pessoas), para recuperar a empresa e colocar em funcionamento o mais célere possível.
Foi necessária muita destreza para traçar uma estratégia que permitisse ao mesmo tempo reconstruir a empresa e não abandonar a sua principal razão de ser – os clientes. Assim, com o auxílio da Leal & Soares Espanha, sita na zona da Galiza (também de pertença dos mesmos proprietários da Leal & Soares em Portugal, de 100% capital nacional) construiu-se uma boa articulação entre as duas fábricas do Grupo e com o aluguer de máquinas e mais uma instalação nas proximidades, foi possível assegurar a resposta a todas as encomendas em carteira e as que foram normalmente surgindo. É com emoção que Carlos Soares refere a grande confiança e fidelidade dos seus clientes e o esforço da equipa de trabalho que abraçou a decisão da administração da empresa e rapidamente reergueu a vertente da produção mais vocacionada para o cliente profissional, que é o core business da empresa.
“Desde então tem sido um intenso trabalho de reconstrução. Acreditamos que dentro de dois a três meses a empresa estará novamente a funcionar em pleno”, assume. À nossa questão sobre o que é hoje a Leal & Soares, talvez até mais conhecida por SIRO, o administrador define-a como líder de mercado. Além disso, da forma como está a ser reconstruída, com um novo layout e equipamentos de última geração, está a proporcionar a possibilidade de se tornar mais competitiva e inovadora com a capacidade alcançar novos horizontes. Ou seja, acredita que a empresa está a preparar-se para reentrar no mercado nacional e internacional com toda a força e a equiparar-se às suas congéneres europeias.
Mas para conhecermos melhor o que a empresa faz nos dias de hoje é necessário recuar até à década de 90 do século passado. Nessa época a empresa era uma serração de madeiras quando numa viagem de trabalho ao exterior Carlos Soares teve oportunidade de conhecer uma empresa que trabalhava com casca de pinheiro, a somar a um excesso desta matéria-prima quando as empresas que a usavam para aquecimento passaram a preferir o gás. Os substratos seguiram-se a este trabalho inicial com casca de pinheiro e hoje, além de muito bem aceites estão a ser exportados para vários países da Europa, beneficiando um pouco também de algum “impacto ambiental negativo” da utilização de turfa.
Os substratos produzidos pela SIRO procuram dar à planta todo o suporte físico, químico e biológico que estas necessitam, sabendo-se que para terem um crescimento saudável e vigoroso as plantas necessitam de nutrir-se corretamente. São produtos passíveis de serem usados em todas as culturas, bastando identificar as plantas e o seu habitat para escolher qual o mais adequado.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 217 (julho 2018)