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Agricultores e técnicos aprendem mais sobre conservação do solo

As jornadas “Sustentabilidade e Conservação do Solo” realizadas pela Syngenta visaram aprofundar e partilhar conhecimento sobre a adoção de boas práticas agrícolas para a conservação dos solos e a qualidade da água, desafios atuais da agricultura e que a Syngenta assumiu como compromissos no seu plano global de sustentabilidade – The Good Growth Plan. Até 2020, a empresa pretende contribuir para melhorar a fertilidade de 10 milhões de hectares de terras agrícola à beira da degradação, sabendo-se que esta é uma das maiores ameaças à agricultura.

As jornadas prosseguiram com uma demonstração numa vinha do grupo Bacalhoa, no Poceirão, empresa parceira da Syngenta na implementação de medidas de sustentabilidade agrícola. Usando ferramentas simples e baratas, foi determinada a capacidade de escoamento e de infiltração da água no solo assim como o teor aproximado de matéria orgânica, informação útil para planificar a rega e a fertilização das culturas.

De acordo com a informação avançada pela empresa, num teste comparativo entre um solo mobilizado e um solo com cobertura vegetal ficou comprovado que o segundo tem maior capacidade de absorção e de retenção da água. “É preciso desmistificar a ideia generalizada de que os solos lavrados absorvem e retêm mais água, pois na realidade é o inverso: um solo com cobertura vegetal, mais estruturado, serve de barreira à escorrência da água e dos sedimentos superficiais”, explicou o investigador espanhol, Julio Roman Vasquez.

Francisco Garcia Verde, responsável de Sustentabilidade da Syngenta para a Península Ibérica, reforçou ainda que “estas jornadas foram o início de um conjunto de ações de formação que a Syngenta vai realizar em Portugal sobre boas práticas de conservação do solo, em parceria com a APOSOLO- Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo, entidade com a qual temos uma visão comum sobre a importância de preservar os solos”, acrescentando que o objetivo de ambas as entidades é contribuir para aumentar a área de agricultura de conservação em Portugal, atualmente estimada em cerca de 40.000 hectares.