Investigação

Dia Aberto no Baixo Mondego. Tecido produtivo regional ficou mais rico

O peso económico e a dinâmica do setor agrícola do Vale do Mondego justificam uma forte aposta na difusão de informação técnica de suporte à inovação, visando o desenvolvimento e competitividade do tecido produtivo regional.

Há muito que a Unidade Experimental do Loreto (Coimbra), afeta à Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, é palco de diversos tipos de ensaios com esse mesmo objetivo, abrindo com frequência as suas portas para mostrar o andamento das culturas e dar a conhecer resultados. Foi o que aconteceu no passado dia 10 de julho, com um Dia Aberto onde foram apresentados ensaios em agricultura biológica mas também ensaios de variedades no âmbito da Rede Nacional de Ensaios, desenvolvidos em parcerias com empresas do setor, instituições e organizações representativas dos agricultores.

Biológico? Sim é possível

No caso concreto do modo de produção biológico, os ensaios decorreram sob a responsabilidade de João Moreira e contemplaram a produção de várias espécies hortícolas, alimentadas e protegidas com matérias fertilizantes líquidas biológicas, administradas às plantas através de fita de rega gota-a-gota e com controlo de infestantes com recurso a plástico biodegradável. Embora em termos efetivos não possa dizer-se que as culturas são desenvolvidas em Modo de Produção Biológica, porque os terrenos não estão certificados para tal, todas as práticas realizadas foram as preconizadas para este modo de produção.
Procurou-se avaliar o desenvolvimento vegetativo das plantas em termos agronómicos, bem como a respetiva resposta às diferentes aplicações de matérias fertilizantes para no final contabilizar as produções em kg por modalidade/m2. Nalguns casos também houve apreciações do ponto de vista sanitário, como no ensaio relativo ao «Tomate Coração de Boi em Seleção de Nome “Rosa”» no qual foi avaliado o efeito do Bacillus Truringiensis no controlo da lagarta do tomateiro mas também no caso do ensaio de variedades com fertilização biológica onde o mesmo foi testado no controlo do escaravelho da batateira.
À Escola Superior Agrária de Coimbra ficou reservado o trabalho de laboratório com diferentes avaliações, nomeadamente o estado do solo, os minerais por fruto/tubérculo (…).

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 218 (ago-set 2018)