Evento realizado

Esta vai ser a maior Agroglobal de sempre

Começou em 2009 com um alinhamento bem diferente daquele que apresenta 9 anos depois e que tem sido uma verdadeira espiral de crescimento. O conceito Agroglobal venceu e convenceu e hoje o que se vive naqueles três dias de setembro em Valada do Ribatejo é um ambiente de inovação e partilha com vista ao agronegócio.

Ninguém melhor do que o líder da equipa que está por detrás deste projeto para nos avançar com mais alguns detalhes. Joaquim Pedro Torres espelha o entusiasmo renovado das próprias empresas a cada edição que passa.

Está já provado que este vai ser o ano da realização da maior Agroglobal de sempre, com a presença de todas as fileiras. Como se atinge este patamar?
A Agroglobal (AG) cresceu em todas as edições. Este ano serão mais de 360 empresas a participar. O modelo AG respondeu a um espaço inexistente nos eventos agrícolas nacionais, muito focado no profissionalismo, no negócio e na partilha de conhecimento. Este conceito, importante para criação de valor, está na base da presença de empresas de todo o setor que têm interesses comuns, e, por isso, regressam edição apos edição.

Vai continuar nesta linha?
Esperemos que continue esta trajetória de crescimento. Sinto que a AG pode tornar-se cada vez no evento mais representativo da agricultura do Sul da Europa. A presença de cada vez mais empresas e empresários estrangeiros, principalmente de Espanha, é um indicador dessa “caminhada”.

Qual a área total da Feira para esta edição?
A Agroglobal ocupa todo o Mouchão da Fonte Boa, propriedade do nosso parceiro INIAV.
São 170 hectares suficientes para demonstrar a maioria dos sistemas culturais mediterrânicos. Tivemos necessidade de aumentar a área reservada de stands para sete hectares. Um número maior de expositores, o Agroinov com a sua “tech stage”, dois auditórios, o Centro de Negócios e mais um restaurante a isso obrigaram.

Quais as novidades deste ano?
Vai ser mais abrangente, com todas as nossas “agriculturas” representadas. Setores como frutas e legumes, horto-industriais, arroz, olival, frutos secos, floresta e outros reforçam a sua presença. Alguns deles vão organizar-se em conjunto, como acontece com a Portugal Fresh, a Porbatata e a Casa do Arroz, conseguindo assim uma presença ainda mais marcante.

A maioria destas culturas estão realmente instaladas na Agroglobal para provocar a discussão sobre os procedimentos utilizados.

E inovações, o que vai haver de novo?
Também o Agro-inov necessita e vai crescer, uma vez que as novas ideias e as start-ups reivindicam mais protagonismo. Teremos um pavilhão maior e totalmente reformulado, incluindo um pequeno auditório onde novos projetos poderão ser apresentados.
A comunidade científica também marca presença tentando encurtar o espaço que a separa da produção. Para além da habitual presença do coorganizador INIAV, estarão presentes o Instituto Superior de Agronomia, a Faculdade de Ciências de Lisboa, a Universidade de Évora, a Escola Superior Agraria de Santarém, não apenas numa presença institucional, mas sim de forma muito ativa mostrando que os trabalhos e projetos que desenvolvem não são para ficar dentro de uma qualquer gaveta.
Os temas mais atuais do setor serão amplamente discutidos nos dois auditórios (Companhia das Lezírias e Armando Sevinate Pinto) por personalidades experientes de cada setor e, como sempre, de outras áreas para “refrescarem” o nosso discurso e também conhecerem o que “por cá” se vai fazendo. (ver temas na página seguinte)
Este ano vamos chegar-nos mais às margens do Tejo pois é ele o eixo da agricultura do Centro do país e pode vir a desempenhar aí um papel mais estruturante.

Qual o envolvimento com as empresas participantes? Que novidades as empresas quiseram trazer? 
Teremos muitas novidades com que as empresas expositoras nos vão surpreender. Elas são a “mola impulsionadora” desta feira. A própria organização por vezes não se dá conta das inúmeras iniciativas das empresas para passarem a sua mensagem de forma eficaz. Esse entusiasmo renovado a cada edição constitui para nós um estímulo.

Uma das imagens de marca da Agroglobal são as máquinas a trabalhar. Como vai ser este ano?
Vão estar em trabalho as mais modernas máquinas de praticamente todas as marcas mais conhecidas, que se fazem representar pela “casa mãe”.
De salientar a presença de muitos tratores especiais, seja em pulverizações, mobilizações ou instalação de culturas de forma cada vez mais automática quer seja as permanentes quer as anuais demonstrando, porque a AG não é só “tratores grandes”. Também muitos equipamentos florestais com as mais modernas tecnologias de um setor que, também ele, se moderniza.
Mas a AG não são apenas máquinas e equipamentos. Estarão presentes as empresas de sementes, os viveiros, os agroquímicos, os equipamentos de rega, os fertilizantes, a distribuição de produtos agrícolas, a valorização industrial, a banca e os seguros, a energia, os veículos e pneus, associações e outros organismos, e todos os ramos direta ou indiretamente ligados à produção. Quase todas as organizações de forma muita ativa, com visitas aos campos, onde muitas delas efetuaram ensaios, workshops ou promovendo simplesmente o convívio com o intuito de incentivar a troca de ideias, quem sabe, base de um novo negócio de um novo produto que ajude a tornar a cadeia de produção mais eficiente e logo mais competitiva.

Qual é a expectativa em relação à possibilidade de gerar negócios?
Esperamos sempre uma AG ativa a criar negócios. Negócios no sentido de criação de valor a repartir entre as partes. Com empresas e visitantes procurando sinergias com vantagens mútuas das quais todo o setor agrícola poderá beneficiar.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 218 (ago.set 2018)