Cereais

Produtores de milho na vanguarda da inovação tecnológica e da competência técnica

O Ministro da Agricultura presidiu à cerimónia de inauguração do Centro de Formação e Demonstração para produtores de milho, na Estação Experimental António Teixeira, em Coruche, no dia em que a ANPROMIS assinalou o seu 30º aniversário (10 de julho).

Cerca de 200 pessoas participaram no Dia de Campo InovMilho, na Estação Experimental António Teixeira, em Coruche, onde foi inaugurado um Centro de Formação e Demonstração para produtores e técnicos da cultura do milho e apresentada uma proposta de Agenda de Investigação e Inovação para as Culturas do Milho e Sorgo.
A proposta de Agenda de Investigação e Inovação para as culturas do milho e sorgo, apresentada pelo INIAV-Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, está agora em fase de análise pelas 34 entidades parceiras do InovMilho – Centro Nacional de Competências das Culturas do Milho e Sorgo, e durante o próximo mês de setembro, será divulgado um plano de ação da Agenda para o período 2018-2025.
O Dia de Campo InovMilho incluiu ainda uma visita aos ensaios de variedades de milho, instalados na Estação Experimental António Teixeira, onde algumas das principais empresas do mercado testam as suas sementes, fertilizantes e herbicidas desde 2014 e foi também uma forma de assinalar os 30 anos da ANPROMIS.
Em entrevista à Voz do Campo a Direção da ANPROMIS aborda estas três décadas mas, acima de tudo, foca-se no futuro.

O que é hoje a Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo?
A Anpromis foi constituída no dia 30 de maio de 1988.
Passados 30 anos e como foi referido pelo Senhor Ministro da Agricultura durante o Dia de Campo do InovMilho, a nossa Organização passou a constituir-se como uma Instituição de referência da lavoura portuguesa.
Efetivamente, esta data é para nós extremamente relevante e traduz dois sentimentos que apesar de distintos, estão intimamente relacionados: regozijo e responsabilidade.
O regozijo de atingirmos esta idade, afirmando-nos como uma Organização independente e reconhecida com a credibilidade e o respeito dos nossos diferentes interlocutores a nível nacional e internacional.
A responsabilidade de quem representa não só 67 mil agricultores distribuídos de Norte a Sul do país, como a cultura arvense com maior expressão em Portugal.

Nestes 30 anos, quais foram os momentos mais marcantes do setor? E quais as grandes mudanças?
Ao longo destes 30 anos foram muitos os momentos que marcaram esta Organização, mas o mais relevante foi podermos acompanhar e contribuir para o desenvolvimento desta cultura no nosso país, encontrando-se hoje os produtores nacionais na vanguarda da inovação tecnológica e da competência técnica.
Se em 1988 o nosso país tinha uma área de milho grão que rondava os 210 mil hectares, na qual se produziam cerca de 658 mil toneladas, hoje em dia, com uma área de cerca de 80 mil hectares, conseguimos produzir perto de 900 mil.
Este assinalável aumento só foi possível devido à competitividade técnica dos produtores nacionais, o que muito nos orgulha.

E os associados de que forma evoluíram? Que contributo teve a ANPROMIS?
As Organizações de Produtores que constituem o Conselho Geral da ANPROMIS acompanharam esta evolução, investido na formação de técnicos que pudessem acompanhar os seus associados tanto do ponto técnico, como comercial.
O movimento associativo que existe hoje em torno da cultura do milho é pois extremamente competente, dando resposta às crescentes expectativas dos seus associados.
Por outro lado, gostávamos de realçar o assinalável investimento efetuado pelas Organizações de Produtores ao longo dos nossos 30 anos de existência, em centros de secagem e armazenagem mais modernos e localizados junto às novas zonas de produção que entretanto foram surgindo, como é o caso do Alqueva, contribuindo desta forma para a valorização da produção nacional.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 218 (ago.set 2018)