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Floresta, tomate e milho. TECNIFERTI apresenta várias inovações

Com a certeza de que a Agroglobal faz parte do calendário de todos os agricultores e das empresas ligadas ao meio agrícola, cada vez mais abrangente e profissional, a TECNIFERTI tem marcado presença desde a primeira edição nesta que considera ser um importante fórum de discussão e apresentação de novas tecnologias. O lugar ideal para introduzir novos conceitos e produtos, garante o diretor comercial da empresa especializada em fertilizantes líquidos, João Lourenço, que nos acompanhou aos campos da Agroglobal onde percorremos as três culturas nas quais a TECNIFERTI está a desenvolver ensaios: tomate de indústria, floresta e milho.

Comecemos pela floresta. Aqui a empresa está a desenvolver um ensaio que, resumidamente, testa um conceito de fertilização no qual é utilizado um fertilizante em forma de gel, protegido por um invólucro, que permite a sua libertação gradual ao longo do tempo. Além disso, a saqueta (porosa) funciona como reserva de água, já que é capaz de a absorver, tal como capta a humidade (noturna) do ar. Esta humidade é depois transmitida à planta uma vez que a saqueta é colocada à sua volta, ajudando o sistema radicular a vingar e assim a aumentar a taxa de sucesso das plantações.
É uma solução particularmente indicada para a floresta de sequeiro (maioria em Portugal), estando já em desenvolvimento um equipamento capaz de automatizar a plantação com as saquetas incorporadas. Nessa altura, garante João Lourenço, será possível georreferenciar as plantas e saber exatamente onde se encontram caso haja necessidade de alguma intervenção.
Quanto à formulação utilizada, cada saqueta contém um fertilizante biológico (Humigel B), rico em ácidos fúlvicos e matéria orgânica, acompanhado do gel que ajuda a manter a humidade e a reter a água, favorecendo o desenvolvimento da vida microbiana.
No espaço da Agroglobal este sistema está a ser testado em sobreiros, castanheiros, medronheiros, pinheiro e numa linha está em avaliação o comportamento do eucalipto. A ideia de fazer esta demonstração na Agroglobal também tem subjacente mais tarde estabelecer parcerias e eventualmente desenvolver ensaios em escala com agricultores no sentido de assinar sistemas mais específicos para cada espécie.
“O produto está a ser desenvolvido com a preocupação de não ser caro”, assegura João Lourenço, ao mesmo tempo que refere que esta inovação espelha bem a preocupação característica da empresa em “estar mais à frente”, neste caso concreto, na forma de aplicar os produtos.

Para ler íntegra na Voz do Campo n.º 218 (ago.set 2018)