Opinião

O setor da caça vive uma fase difícil

Vítor Palmilha, Federação de Caçadores do Algarve


O setor da caça vive uma fase difícil. Apesar de o Algarve ter o seu território praticamente ordenado nas várias formas de Zonas de Caça existentes (275 Zonas de Caça, 380 492 ha), a redução dos números relativos ao setor é alarmante, quer em termos dos valores relativos às diferentes espécies quer ao número de caçadores, que nos últimos nove anos diminuiu em 45 788, o que corresponde a uma média anual de aproximadamente 5 000 caçadores/ano.

É preciso simplificar o processo de obtenção/renovação de licença de uso e porte de arma e reduzir os custos associados; diminuição do valor das taxas cobradas aos caçadores e entidade gestoras de zonas de caça, possibilitando o seu investimento na gestão de habitats; realizar estudos para compreender eventuais efeitos na reprodução/sobrevivência das espécies cinegéticas causados pelas alterações climáticas; apoios a fundos comunitários menos eliminatórios, mas também atrair mais jovens para o mundo da caça.