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Como a vida de um inseto pode ditar o sucesso de uma cultura

Começou paulatinamente no Algarve em junho de 2014, mas nos últimos dois anos já se afirmou no Litoral Alentejano, tendo-se instalado em Odemira e está a chegar a outras regiões do país. Falamos da AGRONOLOGICA, um projeto pessoal do Engenheiro Agrónomo José Vanzeler de Melo que durante algum tempo contou apenas com a sua atuação, mas entretanto já teve necessidade de socorrer-se de dois colaboradores. Representa em Portugal a Biobest, empresa belga que disponibiliza sistemas biológicos para uma agricultura sustentável.
Uma paixão pelos insetos, simultânea a outra por fotografia e a perceção de que havia uma lacuna no mercado para os agricultores mais interessados em enveredar por um meio de produção mais sustentável, com o recurso à luta biológica, muitas vezes condicionados pela falta de informação e apoio nesta área. Poderão enumerar-se estes como os pontos de partida desta empresa que está há quatro anos no mercado.
Claro que ainda há um longo caminho a percorrer, admite o empresário, que faz a analogia com a luta biológica, na qual uma das “virtudes” é a paciência. Paciência para analisar as situações e para as tentar resolver porque os auxiliares não são imediatos como os produtos químicos. Paciência para perceber que é necessário criar as condições para que a natureza funcione, porque basta aplicar um químico quando não é suposto e pode pôr em causa toda a proteção biológica que estava a ser criada. Paciência para que as mentalidades vão mudando e isso, felizmente está a acontecer, assegura. “Sobretudo nos projetos “mais jovens” ainda é mais notório o interesse por este tipo de métodos”.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 219 (outubro 2018)