Hortofruticultura

Estará a Fruticultura Nacional no caminho certo?

Introdução
A fruticultura nacional na última década, à semelhança de outras atividades económicas, foi incrementada através de vários apoios financeiros da comunidade europeia e do estado português. Estes apoios levaram à modernização das formas de produzir e ao aumento da produtividade das principais culturas bem como à introdução de novas culturas sobre as quais existe pouca informação experimental. Por exemplo, no caso da cultura da macieira, a área nacional estimada em 2008 era de 20.581 ha, com uma produção de 238.812 t e uma produtividade de 11, 6 t/ha; passados 10 anos, em 2017, a área de macieiras totalizava 14.006 ha, com uma produção 329.371 t e uma produtividade de 23,5 t/ha, ou seja, a produtividade/ha duplicou em 10 anos. No caso das pereiras o aumento de produtividade foi praticamente insignificante. Outras culturas “da moda”, como por exemplo a amendoeira ou os pequenos frutos, ou outras “desconhecidas” como a cultura do goji, da pistácia, romãzeira e outras, tiveram um forte incremento. No entanto, devido às plantações destas espécies ainda serem recentes não se pode relacionar a produção com a área que ocupam, isto se, alguma vez chegarem a ser economicamente viáveis. Será que o caminho futuro é produzir coisas diferentes para as quais não temos condições edafoclimáticas ou a alternativa será melhorar a qualidade e a produção daquilo para que temos condições e que sabemos fazer?

 Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 219 (outubro 2018)

Rui M. Maia de Sousa
INIAV, I.P.
Estação Nacional de Fruticultura Vieira Natividade
2460-059 Alcobaça – Portugal
e-mail: rui.sousa@iniav.pt