Hortofruticultura

Juventude, dimensão, colheita escalonada e as variedades certas. Assim se faz na Cova da Beira

É em plena Cova da Beira, onde sobressai a produção de fruta de caroço, nomeadamente a cereja e o pêssego, que a Cerfundão se fixou e deu início ao trabalho de acompanhamento e aconselhamento técnico no campo aos seus associados. Desde os idos anos de 2006, quando foi criada, até agora, a progressão tem sido imparável e a Organização de Produtores dispõe de todos os argumentos para ser cada vez menos uma cooperativa e cada vez mais uma empresa.
“Não há espaço para amadorismos”, assegura o diretor geral da Cerfundão, Luís Pinto, quando o destino final da fruta são mercados que cada vez mais “exigem fruta perfeita”. É também esta uma das razões pela quais a OP está a introduzir mecanismos que salvaguardem os seus objetivos gerais e para os quais são priorizados produtores de escala. É essa escala que posteriormente permite à Organização o necessário poder negocial junto dos seus parceiros e que obviamente se reflete na valorização da fruta.

Cereja no topo, seguida do pêssego e com o mirtilo em ascenção
Além da cereja, que tem sido o grande pilar da OP, mas com o pêssego também a ganhar relevância, é de referir ainda a ascensão do mirtilo. E isto com produtores com áreas de produção “mais interessantes”. Com estes três produtos core o diretor da Cerfundão assegura que esta é já uma referência a nível nacional e quer continuar nesse caminho.
Em termos médios a produção é de 1000 toneladas de cereja e 1600 toneladas de pêssego, mas estes são números que vão crescer nos próximos anos tendo em conta a significativa área que está plantada mas ainda não em produção tal como há novos produtores interessados em juntar-se à Cerfundão.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 219 (outubro 2018)