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Em Idanha-a-Nova a Incubadora de Base Rural já captou 10 ME

A Incubadora de Base Rural de Idanha-a-Nova, que integra o projeto Idanha Green Valley Food Lab, tem 55 empresas instaladas que já investiram mais de 10 milhões de euros e criaram 350 postos de trabalho diretos. Os números foram avançados na cerimónia de prorrogação por 50 anos do contrato de arrendamento da Herdade do Couto da Várzea, onde está instalada a Incubadora de Base Rural, entre o Estado Português e o Município de Idanha-a-Nova.

A medida justifica-se, asseguram as partes, com o sucesso da iniciativa que desde 2011 tem permitido ao Município dinamizar 552 hectares desta propriedade, que pertence ao Estado mas estava sem ocupação, para desenvolvimento de projetos inovadores de agricultura biológica.

“O que estamos a construir com o projeto Green Valley Food Lab é uma estratégia de sustentabilidade que além do Couto da Várzea inclui o Centro Logístico Agroalimentar do Ladoeiro e estamos a negociar o Ribeiro do Freixo, outra propriedade do Estado, perfazendo 800 hectares para os quais perspetivamos a criação de 1000 postos de trabalho”, explicou Armindo Jacinto, presidente da Câmara de Idanha-a-Nova.

O contrato foi prorrogado no sábado, 6 de outubro, na presença do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, que elogiou “a visão do Município de Idanha-a-Nova e o entusiamo dos empresários” que estão a investir na Incubadora de Base Rural.

“Com a prorrogação do contrato de 20 para 50 anos queremos dar previsibilidade às empresas, porque estas precisam de tempo para fazer os seus investimentos e consolidar os seus projetos”, referiu o governante.

O protocolo passa também a incluir o Centro de Formação Profissional do Couto da Várzea que será usado para investigação e formação no âmbito da agricultura biológica e biodinâmica, bem como a Casa dos Vigilantes, anexa a este espaço.