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Bonduelle. Procura crescente por legumes grelhados leva a novo investimento nesta tecnologia

Especializada em tecnologias que permitem transformar alguns dos legumes mais icónicos na Bacia Mediterrânica, a Bonduelle está inserida num Grupo que a nível mundial conta com mais de quarenta unidades industriais.

A Bonduelle está prestes a assinalar os 30 anos de presença em Portugal, concretamente na zona industrial de Santarém, onde começou por confirmar o potencial da região para culturas horto-industriais já que está inserida num Grupo que conta com mais de 40 unidades industriais e trabalha com mais de 500 tipos de legumes.
Entretanto foram introduzindo novas técnicas culturais de forma a conseguir a adesão e a confiança dos agricultores e a maior confirmação de que essa foi a opção correta é que alguns ainda hoje mantêm a parceria e cresceram com a própria empresa, reforça o administrador da Bonduelle Portugal, António Manso.
Ainda que não seja de uma forma muito acentuada, António Manso assume que o setor tem sentido algum crescimento e mais especificamente dos produtos do sul em detrimento dos produtos do norte (da Europa). A Bonduelle está inserida num Grupo internacional e tem a vantagem de poder colocar estes produtos específicos da bacia mediterrânica e as tecnologias aqui utilizadas noutras geografias onde também está implantada. Assim sendo, os produtos seguem para destinos tão distintos como a América do Norte ou a Rússia. No caso concreto da Bonduelle em Portugal, o maior crescimento dos últimos anos tem sido nos legumes grelhados, tanto que este ano vai iniciar-se um investimento no aumento desta tecnologia, depois de um outro realizado há dois anos atrás.
Este reforço da capacidade de produção instalada vai custar cerca de três milhões de euros e como consequência perspetiva-se também um aumento das necessidades futuras em termos de matérias-primas, levando o administrador a acreditar que vai continuar a existir margem de progressão. Anualmente são contratados 1700 a 1800 hectares junto dos agricultores e das suas associações.
Olhando para o mercado português António Manso sabe que é demasiado pequeno para justificar uma unidade da dimensão Bonduelle, embora a empresa não o exclua. Como está inserida dentro de um Grupo, no qual cada uma das fábricas acaba por se especializar num determinado tipo de produtos, a unidade industrial portuguesa tem por objetivo satisfazer as outras filiais com os produtos e tecnologias em que é competitiva. Por outro lado também tem uma atividade comercial que passa pela disponibilização ao mercado, grande público e restauração, dos produtos (das outras filiais) que considera adequados para este mercado e aí sim, dispõe também de uma gama inovadora de produtos.
António Manso diz-se otimista em relação ao setor dos horto-industriais que recorda ter conhecido numa altura (há 30 anos) em que não tinha peso específico, sendo hoje bastante importante da área agroindustrial dada a transformação de mais de 170 mil toneladas de matéria-prima, quando há duas décadas atrás era muito menos de metade.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 220 (novembro 2018)