Empresas & Produtos Hortofruticultura

Na fábrica o trabalho é simples, no campo é que se resolvem os problemas

Dentro do Grupo (d’Arta) a Dardico representa as culturas mediterrânicas que podem ser feitas no sul da Europa. Na unidade de Avis todos os anos saem mais de 40 mil toneladas de produto acabado. E, embora os produtores sejam cada vez mais profissionais, travam uma luta contra a falta de mão de obra.

Hoje dizer que se ultrapassaram as 40 mil toneladas de produto acabado já não é extraordinário para a Dardico, mas é um valor que significa um crescimento surpreendente da empresa sediada em Avis que integra um Grupo internacional ligado à agroindústria. Representa uma grande evolução quer em quantidades quer em culturas, sendo as últimas novidades asseguradas pela couve-flor, frutos vermelhos e a linha de produtos grelhados, com o crescimento garantido pelas obras de ampliação que continuam.
Dentro do Grupo (d’Arta) a Dardico representa as culturas mediterrânicas que podem ser feitas no sul da Europa, onde nem sempre o grau de importância de cada uma se prende com a quantidade, mas mais com a oportunidade, os mercados e a capacidade de laborar. Falamos de brócolo (representa cerca de 40% em quantidade), pimento, ervilhas, couve-flor, curgete, beringela, frutos vermelhos, abóbora, tomate (…) que ocupam 2500 a 3000 hectares desde a região Oeste até ao Ribatejo, Alentejo (Alqueva) e à Costa Alentejana com alguma quantidade de brócolo a ser produzida na região fronteiriça de um e do outro lado da fronteira.
Quando abordado sobre a possibilidade de a empresa vir a trabalhar com outras culturas o técnico agrícola, Luís Domingos, refere-se à batata-doce, agora bastante em voga, que a empresa já transforma há cinco anos, não em Avis mas adquirindo-a para o Grupo.

O profissionalismo crescente obrigou à criação de economias de escala, com os agricultores a aumentarem as áreas de produção e a equiparem-se especificamente para determinada cultura até porque enfrentam um sério entrave que é a dificuldade em conseguir mão de obra.

Ao longo do ano a empresa trabalha com 150 a 200 produtores até porque a própria área unitária também foi crescendo. No que respeita a estas culturas, além dos agricultores serem mais profissionais, também existe uma relação de continuidade pelas rotações realizadas. Luís Domingos esclarece ainda que este profissionalismo crescente obrigou à criação de economias de escala, com os agricultores a aumentarem as áreas de produção e a equiparem-se especificamente para determinada cultura até porque enfrentam um sério entrave que é a dificuldade em conseguir mão de obra. “Provavelmente os próximos desafios serão na mecanização das culturas e em torná-las menos dependentes da mão de obra, pelo menos aquelas que à partida sejam mais fáceis”.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 220 (novembro 2018)