Apicultura

Mais apicultores e (mais) profissionais é como a Meltagus encara o futuro

Durante um fim de semana a cidade de Castelo Branco recebeu a apicultura nacional. A anfitriã, Meltagus, faz um balanço positivo e encara com otimismo o futuro desta atividade.

Durante um fim de semana a cidade de Castelo Branco foi a anfitriã da apicultura nacional. A par da Feira Nacional do Mel realizou-se igualmente o Fórum Nacional de Apicultura, numa organização conjunta entre a Meltagus – Associação de Apicultores do Parque Natural do Tejo Internacional e a FNAP – Federação Nacional dos Apicultores de Portugal.
E na hora de fazer balanços a presidente da Meltagus, Odete Gonçalves, não podia estar mais satisfeita. Em primeiro lugar porque a Feira contou com uma forte representação da apicultura nacional, incluindo a presença de seis das nove denominações de origem protegida a nível nacional.
Já o Fórum, que como o nome indica, é o momento ideal para discussão dos diferentes aspetos que marcam o setor e o destaque da dirigente vai para o facto de ter sido possível dar tempo e espaço à assembleia para entrar no debate e colocar as suas dúvidas.
Entre as várias preocupações levantadas pelos apicultores sobressai a redução do apoio à aquisição de medicamento para lutar contra a varroose, mas também os apoios à produção.

Dotação orçamental do PAN insuficiente para chegar a todos os apicultores
É ao Programa Apícola Nacional que os apicultores e associações recorrem para se candidatarem aos diversos apoios. Com data de início a 1 de agosto este ano ainda não foi aprovado, sendo que a proposta da Meltagus inclui a candidatura a um técnico apícola, ao medicamento para fornecer aos apicultores, à aquisição de rainhas, análises às abelhas (…), “tudo em prol do benefício final dos apicultores”, assegura Odete Gonçalves, reconhecendo que a dotação orçamental do Programa não terá capacidade para chegar a todos, logo, “haverá apicultores que não vão beneficiar do medicamento para colocar nas suas colmeias. Uma medida útil seria uma diminuição do apoio para atingir mais colmeias / apicultores”. Não pôde ficar de fora também o tema da Vespa velutina que está a suscitar grande preocupação a nível nacional. No último ano na região foram detetados dois ninhos, o que não é muito comparado com outras, mas não deixa de ser motivo de apreensão porque rapidamente pode evoluir para outros números.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 221 (dezembro 2018)