Olival & Azeite

Concurso Internacional de Azeites da Ovibeja já está a receber amostras

Classificado como um dos melhores do mundo e funciona como estímulo à cultura de excelência, designadamente, dos azeites nacionais, o Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra – Prémio CA Ovibeja já está a receber amostras.
Em entrevista, o Presidente da Comissão Organizadora da 36ª Ovibeja (onde se enquadra o Concurso), Rui Garrido explica que os resultados do concurso revelam, cada vez mais, uma elevada qualidade dos azeites portugueses que têm obtido prémios em todas as categorias.

A Ovibeja já tem abertas as inscrições para a 9ª edição do Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra. Quais são as expectativas para esta edição?
As nossas expectativas são as melhores. Já na 9ª edição, o Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra – Prémio CA Ovibeja, patrocinado pelo Crédito Agrícola, tem vindo sempre a aumentar a notoriedade não só no nosso país, como em muitos outros países produtores de azeitona e azeite. Está classificado como um dos melhores do mundo e funciona como estímulo à cultura de excelência, designadamente, dos azeites nacionais. Os resultados do concurso revelam, cada vez mais, uma elevada qualidade dos azeites portugueses que têm obtido prémios em todas as categorias. Temos conhecimento que a abertura do período das inscrições é aguardado com expectativa.
Por outro lado, a Ovibeja, onde se integra o nosso concurso, é um espaço de inovação e de impulso ao empreendedorismo, razão pela qual a ACOS, enquanto entidade organizadora do certame, apostou na realização deste concurso a nível internacional. Atenta aos enormes investimentos feitos especialmente no Alentejo na cultura do olival, a ACOS quis demonstrar que podemos competir com os melhores do mundo, e assim, abrir novos caminhos para o mercado internacional.
Para a 9ª edição já estamos a receber amostras, cuja data limite vai até ao dia 22 de março de 2019. Temos um regulamento, apresentado em quatro línguas (português, espanhol, francês e inglês), que pode ser consultado no site da Ovibeja, em www.ovibeja.pt ou através da Casa do Azeite, um dos nossos parceiros na organização do Concurso.

Como é que analisa a participação e os resultados da edição de 2018?
Na 8ª Edição foram apresentadas 150 amostras de azeites a concurso, provenientes de 13 países. Portugal e Espanha foram os países mais representados, sendo que o nosso país arrecadou nove prémios.
Tem vindo a registar-se um aumento dos países participantes relacionado com o reconhecimento e projeção do concurso e a isenção dos membros do júri, peritos reconhecidos pelo Conselho Oleícola Internacional oriundos de diferentes países. Em 2018 o júri foi composto por um total de 40 jurados, representantes de 12 nacionalidades.
Esta imparcialidade na análise dos azeites concorrentes resulta também do rigor das normas no que diz respeito à logística, designadamente às condições de recolha, armazenamento e seleção de amostras. Entre o rigor das normas destaca-se a autenticação das amostras por uma entidade idónea independente, o uso de recipiente de vidro escuro, sem rótulo e com sistema de abertura inviolável, o uso de um código de identificação anónimo, sendo os azeites ainda acompanhados de uma análise química e de uma análise organolética emitida por um painel reconhecido pelo COI. As categorias a escrutínio são Frutado Maduro, Frutado Verde Ligeiro, Frutado Verde Médio e Frutado Intenso.

“O objetivo final é dispormos de uma estrutura laboratorial de apoio aos olivicultores e lagares da região, com todos os métodos acreditados por forma a garantir rigor, qualidade e isenção nas diversas análises efetuadas”

A ACOS tem à disposição dos produtores um Laboratório de Análises de Azeitona e de Azeite. Que balanço é possível fazer da campanha deste ano?
Em relação à campanha 2018/2019, o Laboratório registou um aumento significativo de pedidos de análises. Este facto deve-se por um lado ao maior conhecimento do trabalho do Laboratório de Química da ACOS por parte dos produtores e dos lagares, que nos procuram das mais diversas geografias do nosso país. Por outro lado, porque estabelecemos parcerias com cooperativas de toda a região com lagares que laboram a azeitona dos seus associados.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 222 (janeiro 2019)