Olival & Azeite

Setor do azeite está pujante

Para esta campanha espera-se uma quebra de produção quer de azeitona quer de azeite e as razões são várias, seja porque houve maturação tardia do fruto ou porque foi ano de contrassafra. Mas isso não contraria o bom momento que o setor vive, depois de na última campanha terem sido batidos todos os recordes, com a expetativa de que na próxima a façanha venha a repetir-se.

Depois de na campanha 2017/2018 a fileira oleícola nacional ter batido todos os recordes de produção, a que está a decorrer fica marcada por um atraso na maturação da azeitona, com grande parte dos lagares ainda em funcionamento no final de dezembro, ao contrário do que é habitual. Também resultado das condições climatéricas adversas está confirmado o menor rendimento (da azeitona em azeite), menos dois ou três pontos percentuais em relação ao ano passado, não sendo esse um fenómeno exclusivo de Portugal, avança a secretária-geral da Casa do Azeite, Mariana Matos, referindo-se a Espanha onde está a verificar-se a mesma situação.
Atraso na maturação, baixo rendimento e o facto de ser ano de contrassafra são aspetos que estão a marcar a campanha e no conjunto levam a uma previsão de quebra de produção. “No final do ano os números oficiais apontam para uma quebra de cerca de 15%, valor que poderá diminuir, não se sabendo exatamente qual será a compensação pela entrada em produção das novas áreas de olival”. Paralelamente, embora ainda sem confirmação oficial no setor está a circular a informação de que pela primeira vez a produção portuguesa poderá ser superior à italiana, o que a confirmar-se será um marco histórico. “Obviamente não poderá deixar-se de referir que Itália teve umas condições de produção muito adversas”.
Ainda segundo as palavras de Mariana Matos pode concluir-se que o setor do azeite está vigoroso e é de prever que as produções continuem a crescer a cada campanha, com os números a mostrarem que têm vindo a ser ultrapassadas várias barreiras, ou seja, há alguns anos era só uma estimativa que Portugal pudesse vir a produzir 120 mil toneladas de azeite mas no ano passado produziu 134 mil, sendo de crer que na próxima campanha ainda produza mais, reforçando a sua posição enquanto um dos principais players no mercado.

“Agora finalmente apresentada, quando estiver a funcionar em pleno a AIFO será um benefício para todo o setor, desde a produção até à comercialização”
Foi no meio desta dinâmica que recentemente foi apresentada a AIFO – Interprofissional do Azeite de Portugal que vem dar rosto à promoção institucional do azeite português, em Portugal e no mundo. Neste momento estão a ser criadas as condições para que no futuro a Interprofissional venha a desempenhar esse importante papel de divulgação, promoção e conquista de novos mercados.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 222 (janeiro 2019)