Rega

COTR celebra 20 anos focado em trazer inovação ao regadio

No próximo dia 16 de março assinalam-se os 20 anos da fundação do Centro Operativo e de Tecnologia do Regadio. Em duas décadas as mudanças no uso da água foram muitas e o COTR orgulha-se do forte contributo que deu na transferência de conhecimento para os agricultores.

Para se abordar a fundação do Centro Operativo e de Tecnologia do Regadio (COTR) é inevitável falar também do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva que por essa altura (1999) avançava rapidamente. A agricultura começava a reconverter-se, de sequeiro para regadio, e era necessário aproveitar o conhecimento já disponível e transferi-lo para o agricultor. De uma forma muito sintética foi esta a primeira missão do COTR mas que continua atual, embora noutros moldes, assegura o seu Coordenador Executivo, Gonçalo Rodrigues.
Olhando para trás o responsável admite uma mudança muito significativa na utilização da água, principalmente na região de Alqueva, que lhe é a mais próxima. “Até então muitos agricultores nem sabiam o que era regar. Notou-se uma grande transformação no estado das explorações agrícolas, que passaram de uma agricultura de sequeiro para regadio e depois, passo a passo, tornaram-se cada vez mais eficientes e mais profissionais”.
Dentro da sua missão o COTR procurou sempre desempenhar um papel muito presente no apoio direto aos agricultores, lado a lado com outras entidades (universidades, centros de investigação, entidades públicas e privadas, … ) e ainda hoje “continua a tentar transferir para os agricultores o que de melhor se faz na agricultura de regadio, seja através do desenvolvimento de projetos aplicados nas próprias explorações, seja através da prestação de serviços, ou no acompanhamento e implementação de algum tipo de medidas”, sustenta Gonçalo Rodrigues.

Reconhecido como Centro
de Competências para o Regadio
Nacional ganhou novas aptidões
Se os objetivos do COTR se mantêm de alguma forma atuais, o mesmo já não se pode dizer da sua estrutura, desde logo em termos de financiamentos que na altura muitas vezes eram integrais. “Embora hoje continue a existir financiamento público, através da participação em projetos, verifica-se uma aposta muito mais direta na prestação de serviços, numa difusão de conhecimento mais alargada”. Desde julho do ano passado assumiu um papel ainda mais relevante no regadio nacional quando foi reconhecido como Centro de Competências para o Regadio Nacional. “É um marco importante na história do COTR e o reconhecimento do trabalho que tem sido desenvolvido pelo Centro desde a sua génese, mas também acarreta alguma responsabilidade”, explica o responsável. Agora o COTR está obrigado a levar a cabo novas tarefas que tragam inovação para o regadio nacional, ao mesmo tempo que participará de forma muito ativa no desenvolvimento da Agenda de Inovação e Investigação para os próximos anos.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º223 (fevereiro 2019)