Hortofruticultura

Inovação na Tecnologia de Produção Tray

O projeto GO-CompetitiveSouthBerries tem como principal objetivo aumentar a competitividade dos pequenos frutos (amora, framboesa, mirtilo e morango) na região sul, através da inovação das tecnologias de produção. Este projeto encontra-se no 2º ano de atividade e para a cultura do morangueiro está em curso um campo-piloto onde estão a ser desenvolvidas as inovações propostas para a tecnologia de produção ‘tray’. Esta ação desenvolve-se em parceria, entre a Campina Produção Agrícola Lda. e o INIAV,IP.

As plantas ‘tray’ são plantas provenientes de estolhos com folhas expandidas, que depois de cortados da planta-mãe são plantados em alvéolos com mais ou menos 300 cm3 de volume, sendo regados frequentemente até desenvolveram raízes. As ‘tray’ possuem uma duração de propagação de 3 a 4 meses e o seu desenvolvimento no campo de produção é rápido, sendo este favorecido pelo maior número de pelos radiculares que absorvem água e nutrientes (Fig.1).
As plantas ‘tray’ possuem coroas entre 12 a 18 mm de diâmetro e podem produzir entre 35 a 50 frutos por planta.
Esta tecnologia tem várias vantagens tais como a uniformização do tamanho da planta à plantação e a sua qualidade fitossanitária, levando a menos problemas de transplantação e, portanto, a um melhor estabelecimento da cultura.
O processo de produção de plantas “tray” começa no viveiro, no Outono do ano anterior, com a diminuição da temperatura e do fotoperíodo, quando ocorre a iniciação floral. Para que produzam fora de época, após a sua propagação no viveiro as plantas são conservadas em câmaras frigoríficas a -1,5/-2°C até serem transplantadas (Fig.2). Assim, no ano seguinte, aquando da transplantação no final do Verão para o campo de produção, irão desenvolver as hastes florais diferenciadas no ano anterior e produzir frutos na época outonal.

Um artigo de Sofia Patrício1,2, Cristina Oliveira2 & Maria da Graça Palha1
1Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P., Oeiras
2Instituto Superior de Agronomia, Lisboa

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º223 (fevereiro 2018)