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Arroz. Syngenta apresenta soluções sustentáveis

A Syngenta lançou recentemente o Rifit, herbicida de uma nova família química para gestão das infestantes mais difíceis na cultura do arroz, e o Amistar Top, fungicida indicado para controlo das duas principais doenças que afetam os arrozais nacionais: a Piriculariose e a Helmintosporiose.

As novas soluções da Syngenta para a cultura do arroz foram apresentados em Alcácer do Sal perante uma plateia de 100 orizicultores e técnicos de agrupamentos de produtores de arroz das várias regiões produtoras que debateram os problemas fitossanitários que afetam esta cultura.
Entre as infestantes que mais preocupam os orizicultores encontram-se as milhãs, o arroz bravo, a orelha-de-mula, a heteranthera e as ciperáceas. Todas elas causam importantes perdas na cultura devido à sua competição com as plantas de arroz por nutrientes, solo e água, e podem levar à depreciação da qualidade do arroz entregue na indústria, sempre que não seja realizada uma limpeza adequada do produto para eliminar as sementes de infestantes.
António Jordão, técnico superior da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro e especialista da cultura do arroz, aconselhou algumas práticas que podem ajudar a prolongar a eficácia dos herbicidas no controlo das infestantes: adequar o tipo de herbicida às infestantes presentes na parcela a tratar; controlar as infestantes junto a valas e marachas; escolher as parcelas de arroz com menor pressão de infestantes quando se pretenda guardar semente para a campanha seguinte; eliminar totalmente as sementes de infestantes dos lotes de semente de arroz, de modo a minimizar a multiplicação de infestantes resistentes aos herbicidas.
De acordo com a Sunfenta, “o Rifit, resultante da investigação da empresa, é um herbicida seletivo com atividade residual e um novo modo de ação que controla algumas das principais infestantes, incluindo as mais difíceis. É formulado com uma nova substância ativa na Europa para arroz – o Pretilaclor – que garante o controlo das infestantes nos períodos de maior sensibilidade da cultura. O produto deve aplicar-se em pós-emergência, à dose de 2 L/hectare, em solo com humidade e inundar o solo assim que possível após a aplicação.
António Jordão considera que “por pertencer a uma nova família química (grupo K3) nunca antes usada em Portugal na cultura do arroz, o Rifit pode vir a ser uma solução interessante para controlo das infestantes, uma vez que é aconselhável alternar herbicidas de diferentes grupos químicos para evitar resistências das infestantes, um fenómeno cada vez mais relatado pelos orizicultores portugueses”.

Doenças foliares do arroz – um problema que afeta todas as bacias produtoras
As doenças foliares do arroz causadas por fungos, com destaque para a Piriculariose e a Helmintosporiose, são atualmente um problema que afeta todas as bacias produtoras, desde o Mondego, ao Tejo, Sorraia e Sado. O ano de 2018 foi disso prova, com os orizicultores do Tejo-Sorraia a registarem perdas de produção da ordem dos 40% a 50%, em grande parte provocadas por ataques de fungos, relatou Vítor Rouxinol, produtor e consultor de 5.000 hectares de arroz nesta região.
Em sua opinião, as novas variedades de arroz que se cultivam atualmente em Portugal e a práticas culturais mais intensivas (densidade de sementeira elevada, fertilização azota excessiva, etc), quando aliadas a condições climatéricas propícias, tornam a cultura do arroz mais suscetível a doenças foliares.
Vítor Rouxinol aconselha a realizar tratamentos fungicidas preventivos: “sempre que haja condições propícias ao desenvolvimento de doenças, a aplicação dos produtos deve ser posicionada na fase final de encanamento até ao início do emborrachamento das plantas de arroz, e se necessário repetir o tratamento 15 a 20 dias depois, de preferência com pulverização terrestre e um volume de calda de 200L/hectare”, recomendou.
A nova solução apresentada pela Syngenta, o Amistar Top, é um fungicida sistémico que se destaca pela sua ação preventiva. É formulado em mistura pronta à base de azoxistrobina (200g/L) e difenoconazol (125 g/L), com dois modos de ação distintos, que atuam de forma sinérgica no controlo da maioria dos fungos que afetam a cultura do arroz, incluindo a Piriculariose e a Helmintosporiose. O Amistar Top deve aplicar-se de forma preventiva no início dos períodos de risco das doenças que afetam a cultura do arroz, à dose de 1L/hectare, com no máximo duas aplicações por ano e um intervalo mínimo de 14 dias entre aplicações. Este fungicida desenvolvido pela Syngenta mantém as folhas do arroz verdes por mais tempo, evitando a rápida senescência da parte aérea das plantas, e contribui para aumentar o peso específico do grão e o rendimento industrial do arroz.