Agroalimentar Inovação

Uma ideia vitoriosa já no mercado sob a insígnia SALYS

Sem querer um percurso profissional tradicional “num emprego das 9 às 5”, no decorrer do seu mestrado em Biotecnologia, na Universidade da Beira Interior, Luís Lavoura desenvolveu uma ideia de negócio que veio a materializar-se na empresa Bioexplant e na marca SALYS, porque aquilo que realmente lhe dá gozo fazer é o desenvolvimento de produtos.

Natural de Albergaria-a-Velha e já familiarizado com a salicórnia, uma planta de sabor salgado que está a ser encarada como um verdadeiro substituto do sal, na Beira Interior Luís Lavoura teve contacto com “um mundo” de ervas aromáticas e foram estes os ingredientes que o levaram a desenvolver esta fusão entre “o litoral e o interior”, a salicórnia e as ervas aromáticas.
Quando entregou a tese de mestrado, em setembro de 2018, o produto já estava desenvolvido e até já havia sido testado, pelo que avançou imediatamente para a criação da empresa. Luís recorda que naquele momento foram extremamente importantes os vários prémios que foi conquistando, quer com a ideia do produto quer com a da empresa que lhe permitiram o fundo de maneio necessário para avançar com os inúmeros testes necessários antes de chegar ao produto final.
Embora tenha testado a viabilidade de produzir a salicórnia in vitro, o elevado investimento necessário para o fazer a nível industrial levaram o jovem empreendedor a (para já) optar por adquirir a planta, desidratá-la e conservá-la para ir utilizando consoante as necessidades.
Recorde-se que a salicórnia nasce na costa portuguesa e espanhola, e também de outros países, mas é sazonal (maio a setembro).
Concretamente, a salicórnia é adquirida na Figueira da Foz e trazida para Castelo Branco onde é desidratada. Porquê em Castelo Branco é uma pergunta que já lhe fizeram muitas vezes e a resposta do Luís é simples, porque ali consegue fazê-lo de forma mais sustentável. Ou seja, é utilizado um desidratador alimentado a energia solar. Variando um pouco consoante a quantidade, a desidratação demora em média três ou quatro dias. Além disso, também foi na cidade albicastrense que o mentor da Bioexplant desenvolveu diversas parcerias, nomeadamente com o CEI – Centro de Empresas Inovadoras – onde a empresa está incubada. Com o CATAA – Centro de Apoio Tecnológico e Agroalimentar – onde a salicórnia depois de seca é moída e a Associação Empresarial da Região de Castelo Branco, onde fica a cozinha, devidamente certificada, que Luís Lavoura utiliza para “compor” o produto final.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 231 (novembro 2019)