Grande Entrevista Hortofruticultura

VILMORIN oferece gama única e de alta qualidade

Com novas variedades de alto rendimento e tecnologia de semente para o sucesso dos profissionais do setor hortícola.

A Vilmorin faz parte do Grupo Internacional Limagrain, com presença em dezenas de países. O Grupo, 3º a nível mundial, é especializado na produção de sementes de hortícolas e cereais. A Vilmorin, atualmente a maior produtora de sementes hortícolas mundial, nasceu como Cooperativa de Produtores, em França, há mais de 250 anos e desde julho de 2016, depois da aquisição da Mikado Kyowa Seeds, conta com duas sedes, uma em França e outra no Japão. Passou a designar-se Vilmorin – Mikado desde então.

A empresa tem cinco polos, conta com uma dúzia de filiais e uma rede de distribuidores em mais de 55 países. Ao longo do tempo tem adquirido outras empresas, no sentido de melhorar a genética e o leque de oferta para os produtores, sempre com a preocupação de trazer novidades para o mercado, como a “Soberbo”, variedade de tomate “rama”, desenvolvida em exclusivo para o mercado português pela Vilmorin Ibérica (Portugal e Espanha).

Este foi o mote para uma entrevista com a equipa da Vilmorin em Portugal: Amândio Magrinho (delegado comercial) e Oscarina Cunha (responsável de investigação e desenvolvimento), a que se juntou também Pedro Pesquera, diretor comercial da Vilmorin Ibérica. Uma conversa para ficarmos a conhecer melhor a estratégia da empresa para o nosso país.


Como é que a Vilmorin Ibérica está organizada em Portugal?

A Vilmorin está presente em Portugal desde o ano 2000, através da filial Vilmorin Ibérica. Neste momento a equipa é composta por Amândio Magrinho, delegado comercial, e Oscarina Cunha, responsável pela investigação e desenvolvimento de novos produtos. O que representa a Vilmorin Ibérica para a casa mãe? A Vilmorin Ibérica integra o polo mediterrânico. Dos 22 países que compõem este polo, a Vilmorin Ibérica ocupa o segundo lugar em volume de negócios, é por isso uma filial importante com um peso significativo na estratégia global da empresa.


Qual é a linha de trabalho da Vilmorin Ibérica em Portugal?

As espécies pilares da empresa em Portugal acompanham a dinâmica global. Não obstante a vasta gama hortícola, a cenoura, o tomate, a alface e a ervilha para agroindústria são as culturas com maior expressão em território nacional. Somos líderes de mercado em cenoura a nível mundial e Portugal não é exceção. Assumimos igualmente um papel de destaque em tomate para fresco, onde somos líderes na tipologia pera com a variedade “Sir Elyan”. Por outro lado, estamos focados na consolidação da “Soberbo”, uma variedade de tomate rama sobre a qual depositamos grande expetativas, em virtude dos excelentes resultados e do crescente interesse dos produtores nacionais. De resto, continuamos a apostar no mercado da alface. Toda esta dinâmica assenta numa forte aposta ao nível da investigação e desenvolvimento na Península Ibérica, sendo que em Portugal trabalhamos especificamente a investigação ao nível do tomate e da alface, o que nos permite ir ao encontro das reais necessidades e exigências do mercado. Com uma linha comercial bem definida e fortemente orientada para o cliente, a estratégia passa por chegar a um número crescente de produtores. Acima de tudo prestamos um serviço ao cliente ajudando a que os resultados alcançados possam ser os melhores, numa base de maior proximidade, contribuindo para uma crescente competitividade. Em suma, procuramos estreitar laços com a produção, consolidando a posição de liderança e fazendo parte de uma solução que queremos integrada e onde todos ganham, em especial os agricultores.


Trabalham com distribuidores ou diretamente com os agricultores?

Trabalhamos das duas formas, mas mesmo quando o fazemos junto com os distribuidores, mantemo-nos fiéis à estratégia de grande proximidade com os agricultores, tentando fazer o melhor acompanhamento possível das diversas culturas ao longo de todo o ciclo produtivo. Cremos que só assim nos poderemos manter na vanguarda, assegurando as melhores respostas técnicas às expetativas do mercado.


No caso da cenoura, onde está concentrada a produção?

Os dois principais polos produtivos são o Ribatejo e o Montijo, onde se concentra cerca de 85% da área de produção do país.


E o tomate?

Na zona oeste e na região da Póvoa de Varzim. Estas áreas geográficas são coincidentes com as de produção de alface.


Destas qual é a cultura com mais peso?

Sem dúvida, a cenoura. Espécie em que somos líderes, pela qualidade das nossas variedades e pela confiança que transmitimos aos nossos clientes.


Entrando nas variedades em cada uma das espécies, o que é que se pode avançar?

A cenoura produzida em Portugal destina-se em grande parte ao mercado nacional. Apresentamos uma ampla gama que abrange todos os ciclos produtivos, assegurando uma excelente qualidade da raiz e alto rendimento, qualquer que seja a época de sementeira. A este respeito, ao nível das variedades de estação evidenciamos claramente a “Maestro”, que é a nossa referência por excelência. Mas também a “Soprano”, uma variedade multifacetada que pode ser cultivada praticamente todo o ano. Temos ainda a “Bolero” com alto grau brix e conservação em campo. Para a contraestação destacamos a “Exelso”, uma variedade rústica e com elevado potencial produtivo, e ainda a “Músico”, ambas tolerantes ao espigamento. Nos últimos dois anos introduzimos a “Subito” e a “Speedo”. São variedades de ciclo curto, com particularidades diferenciadoras em relação ao que já existe no mercado, não só pela complementaridade de calendário, mas essencialmente pela qualidade e uniformidade da raiz e também por apresentarem um maior leque de resistências. Importa ressalvar este último facto, numa altura em que assistimos a uma diminuição na capacidade de proteção das culturas, com a retirada gradual de várias substâncias ativas do mercado. O trabalho de tentar colmatar este vazio tem de passar pelo melhoramento genético e temos de ser nós, como empresa obtentora de novas variedades, a ajudar o agricultor. Nós temos sido pioneiros porque estas novas variedades aportam maior valor agronómico. Este ano estamos a testar uma nova variedade para ciclo médio, da qual se esperam resultados em breve.

Desenvolvimento deste e de outros artigos, na edição impressa da Revista Voz do Campo.