Política Agrícola Sanidade vegetal

Nuno Russo: “Plantas representam 80% dos alimentos e produzem 90% do oxigénio”

O Secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Nuno Russo, participou no dia 31 de janeiro num seminário sobre Questões Fitossanitárias do Castanheiro e da Castanha, em Valpaços, organizado pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.

Na sua intervenção, Nuno Russo lembrou que este é o Ano Internacional da Sanidade Vegetal: «Como bem sabem, a Organização das Nações Unidades para a Agricultura e Alimentação (FAO) apresentou este ano com o objetivo de aumentar a consciencialização mundial sobre como proteger a saúde das plantas e sobre como estas podem ajudar a erradicar a fome, a reduzir a pobreza, a proteger o ambiente e a impulsionar o desenvolvimento sustentável».

O Secretário de Estado destacou que, por isso, «este ano merece o total empenho do Ministério da Agricultura. Sob a coordenação da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária e contando com a parceria das Direções Regionais de Agricultura e Pescas do Continente, mas também da Madeira e dos Açores, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, bem como com a colaboração do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, promoveremos uma agenda densa e diversificada, ibérica, essencialmente formativa, mas com uma componente informativa fundamental para enfrentarmos os desafios dos nossos tempos».

«O que se pretende é solidificar uma rede de parcerias que nos ajude a refletir e a decidir sobre as melhores formas de prevenir as emergências fitossanitárias, que, como bem sabemos, têm efeitos devastadores na agricultura, na floresta e nos ecossistemas naturais», disse.

Nuno Russo sublinhou que «as plantas representam cerca de 80% dos alimentos que ingerimos e produzem mais de 90% do oxigénio. Assim, tal como na saúde humana ou animal, será sempre melhor prevenir do que remediar».

O Secretário de Estado afirmou ainda que, «agora que iniciamos um novo ciclo com o Green Deal, nomeadamente com a estratégia Farm to Fork, queremos implementar um conjunto de novas normas legais, para além da revisão dos diplomas em vigor, adaptadas a um mercado com cada vez menos fronteiras e que representa grandes desafios para os agricultores e, consequentemente, para o Governo. Novas normas assentes em procedimentos eficazes, na partilha de conhecimento e na utilização da tecnologia e da inovação».