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Para o Grupo Parras Wines faz mais sentido falar em ‘viticultura de informação’ do que ‘de precisão’

O Grupo Parras Wines está posicionado entre os maiores grupos económicos que operam no setor do vinho em Portugal.

O projeto nasceu na região de Lisboa, na Quinta do Gradil, onde possui na ordem dos 150 hectares de vinha (juntando a Casa das Gaeiras) e chegou ao Alentejo em 2014, mais propriamente ao Redondo, com a aquisição da Herdade da Candeeira. Foi aí que conversámos com Nuno Morais, diretor agrícola e de enologia do Grupo, que nos explicou um pouco melhor sobre o seu funcionamento e estratégia, nomeadamente ao nível da utilização de informação para tomada de decisão, que desenvolve em parceria com a Aquagri.

O Grupo Parras Wines é constituído por várias empresas que tocam segmentos tão diversos como a transação de vinho a granel, enchimento, embalamento e claro, as unidades de produção, como aquela em que fomos recebidos – Herdade da Candeeira e que materializa o projeto mais recente do Grupo – e por sua vez integra a Herdade da Vigia, perfazendo um total de 230 hectares de vinha no Alentejo. Cerca de 60% da área de vinha da Herdade da Candeeira é ocupada com castas tintas, de cariz mais regional. Em processo de reconversão, neste momento a Herdade tem cerca de 40 hectares de vinhas novas instaladas e outros 30 hectares de vinhas velhas para reconverter.

Nas castas falamos de algumas tipicamente alentejanas e no caso dos brancos, que é o foco da Herdade da Candeeira, encontram-se várias bem conhecidas como o ‘Antão Vaz’, ‘Roupeiro’, ‘Verdelho’ (…) e outras mais inesperadas como o ‘Encruzado’ ou o ‘Viosinho’. Nas vinhas velhas reúne-se uma grande mistura de castas. Para os vinhos tintos enumera-se o típico ‘Aragonez’, ‘Trincadeira’, ‘Alicante Bouschet’ e uma área de Syrah, ‘Touriga Franca’, ‘Tinta Miúda’ (…). A Herdade da Vigia, que integra o projeto da Herdade da Candeeira tem 142 hectares, com mais de 20 castas diferentes, todas tintas (…).

Desenvolvimento deste e de outros artigos, na edição impressa da Revista Voz do Campo.