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Vêm aí milhões para mudar a paisagem e reduzir a área ardida em Portugal

Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e da Ação Climática, apresentou um programa de transformação da paisagem, que na sua opinião tem de ser um desígnio nacional e espera que possa contar com a colaboração dos proprietários florestais, avisando que o bem público vai sobrepor-se aos interesses privados

“A transformação deverá fazer-se ao longo desta próxima década para reduzir a área ardida porque de facto para termos um território resiliente ao fogo, temos mesmo de construir uma nova paisagem em mosaico e com descontinuidades” refere o governante acrescentando que “é transformando profundamente a paisagem, recuperando às vezes muita da própria paisagem como ela era, que nós conseguimos mesmo ter uma paisagem que nos permita atingir o nosso objetivo que é reduzir para metade da área percorrida por incêndios”.

Matos Fernandes aponta o facto de 98% da propriedade florestal portuguesa ser de privados mas isso, em seu entender, “não pode ser um álibi para não fazer, no caso em que houver alguns que não podem, que não querem fazer a sua parcela e naturalmente ela será cofinanciada também por bens públicos, e mesmo assim poderão não querer, então sim, poderá haver lugar aos arrendamentos forçado, que não queremos fazer, mas que poderá ser necessário para defender o bem público”.

São seis mil milhões de euros em 10 anos, é esta a receita do Ministro do Ambiente e da Ação Climática para mudar a paisagem portuguesa com o objetivo de reduzir para metade a área ardida.